São Paulo

Domingo, 26 de outubro de 2008, 14h36 Atualizada às 14h45

Idosos enfrentam dificuldades para votar no maior colégio do País

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Daniel Biasetto
Direto de São Paulo

A maior zona eleitoral do País, a Universidade Mackenzie, em São Paulo, que recebe mais de 20 mil eleitores, foi alvo de protestos e reclamações por parte de idosos e portadores de necessidades especiais durante a votação de hoje na capital paulista.

Eleitores com problemas de locomoção e cadeirantes estão enfrentando dificuldades para votar por conta da falta de estrutura do local. O elevador do prédio de dois andares, que ainda não recebeu o alvará da prefeitura para o funcionamento, está parado, e isso obriga os eleitores a subirem até 20 degraus para chegar até as salas de votação.

Para Maria José Bittencourt, 80 anos, a falta de estrutura e de informação faz com que pessoas em sua situação sofram sem necessidade. "Tenho muita dificuldade de subir escadas. Embora eu seja uma 'jovem coroinha', existe um esgotamento desnecessário para votar. Agora, o que eu posso fazer se eu gosto de votar?", disse, amparada por uma bengala.

Segundo o assistente técnico da 1ª Zona Eleitoral, Alexandre Chezini, muitas pessoas não atentam para as informações divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "A partir de 65 anos o voto é facultativo. Já foi divulgado em ônibus e repartições que pessoas idosas e com necessidades especiais precisam comarecer 150 dias antes da eleição à zona eleitoral mais próxima de sua casa para solicitar a alteração de sua seção para uma especial.", afirmou. Para Chezini, muitas pessoas esquecem e não vão ao TRE.

A previsão é de que 10 mil eleitores justifiquem seus votos no colégio até as 17h. Nenhuma ocorrência envolvendo as urnas eletrônicas foi registrada até o início da tarde.


Redação Terra