Manaus (AM)

Sábado, 25 de outubro de 2008, 10h32

Debate em Manaus repetiu roteiros de campanha

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Arnoldo Santos
Direto de Manaus

Os candidatos à prefeitura de Manaus (AM), Amazonino Mendes (PTB) e Serafin Corrêa (PSB) participaram do debate realizado pela TV Amazonas, afiliada da Rede Globo, na noite de ontem. O encontro teve cinco blocos e duração de cerca de duas horas onde os candidatos fizeram perguntas entre si. As anunciadas revelações bombásticas que prometeram fazer, não aconteceu. Ambos repetiram, no último debate de televisão, os temas explorados durante a propaganda política de rádio e TV.

O tema abastecimento d'água na cidade de Manaus deu início ao debate com Amazonino Mendes rebatendo as críticas de Serafin que afirmou não ter o ex-governador do estado resolvido a questão e ainda ter vendido a antiga Companhia de Águas do Amazonas (Cosama).

Sobre saúde, os dois candidatos pararam em uma polêmica particular. O caso da UTI Neonatal da maternidade Moura Tapajós, que é da prefeitura. Amazonino disse que aquela unidade, situada na zona oeste da cidade, não existe na prática. Serafin rebateu lembrando que ele mesmo foi à maternidade para mostrar que a UTI existe e está funcionando normalmente.

Em alguns momentos, os candidatos chegaram a ser advertidos pela jornalista mediadora que não saíssem dos temas propostos em cada pergunta. Serafin falou várias vezes para Amazonino reconhecer os méritos de sua administração. "Ele é professor de Deus. Só ele conhece as coisas, só ele resolve", cutucou o candidato petebista. Amazonino criticou o adversário dizendo que ele poderia ter feito muito mais pela cidade pelo apoio que tem do governo federal.

No quinto e último bloco, Amazonino disse que essa foi a campanha mais importante de sua vida, repetindo o que havia falado no primeiro turno. "Vou com humildade e grandeza de espírito ao governador (Eduardo Braga/AM), depois vou ao presidente Lula, um homem que está ajudando muito esta terra", finalizou.

Serafin Corrêa agradeceu o apoio dos partidos coligados, sua equipe, e fez uma menção à família do senador Jéfferson Péres, falecido este ano, citando uma frase do parlamentar amazonense. "Agora, é a vez do exército invísivel ir para a rua", disse.


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