Florianópolis (SC)

Sábado, 25 de outubro de 2008, 02h11 Atualizada às 02h19

SC: Em debate mais tenso da campanha, candidatos trocam ofensas

Os candidatos trocaram ofensas durante o debate
Os candidatos trocaram ofensas durante o debate
Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

No debate mais tenso realizado no segundo turno da campanha eleitoral, os candidatos à prefeitura de Florianópolis, Dário Berger (PMDB) e Esperidião Amin (PP), chegaram a trocar ofensas na noite desta sexta-feira. "Falsário", "pinóquio", "otário", "marajá" e "fascista" foram alguns dos adjetivos utilizados pelos candidatos durante debate promovido pela RBS, afiliada à Rede Globo, o último antes do segundo turno das eleições, que acontece no domingo.

A exemplo dos debates anteriores, Berger iniciou o primeiro bloco questionando as pensões vitalícias recebidas por Amin como ex-governador e ex-senador, e ainda disparou contra sua antecessora na prefeitura, a atual deputada federal Ângela Amin.

O tema foi recorrente no segundo turno das eleições de Florianópolis. "O senhor é marajá: ganha 600 mil ao mês como aposentado. Tem uma verdadeira estatal dentro de casa", disse. "Gostaria de trocar tudo que o tenho na vida, conquistado na base de esforço, pelas suas aposentadorias", completou.

O ex-governador se defendeu alegando que as pensões seriam criadas por lei e que por isso, não configurariam crime. "Durmo tranquilo. Existem outros políticos que contam com essa pensão, que é uma vacina para que elas não tenham a mesma postura que o meu adversário", disparou.

O direito de resposta concedido a Esperidião Amin pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) na noite desta sexta-feira foi abordado pelos candidatos. O progressista ganhou o direito a doze minutos em inserções que serão distribuídas em rádio e televisão na véspera da eleição.

"O meu oponente é um falsário e ganhou o troféu pinóquio nesta eleição. Falsificou jornal para me criticar no programa de televisão", criticou Amin. "Não sou eu quem diz isso. É o TRE, que me concedeu o direito de resposta".

No terceiro bloco, o prefeito licenciado, Dário Berger, provocou a ira do adversário ao confessar que deixou de ser seu eleitor por considerar seus métodos fascistas. "Eu o apoiei em duas eleições, mas depois mudei de opinião ao perceber que os seus métodos políticos eram fascistas", disparou.

Até mesmo o heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher foi citado no debate dos candidatos à prefeitura da capital catarinense. O ex-governador condenou o patrocínio de R$ 2 milhões pagos pela administração local para trazer uma prova de kart organizada pelo piloto Felipe Massa com a presença do alemão à cidade.

"Pagar dois milhões para trazer um piloto alemão é coisa de otário", disse Amin. Como justificativa, Berger destacou que o evento gerou emprego e divulgou o nome de Florianópolis para todo o mundo.

Uma das únicas propostas de campanha debatidas foi a promessa de Esperidião Amin em reduzir a tarifa de ônibus para R$ 0,99 através de subsídio da prefeitura, no primeiro mês de mandato.

"Isso é uma irresponsabilidade, uma proposta demagógica", disse o peemedebista. Em sua resposta, Amin alfinetou Berger. "Meu adversário critica a proposta porque é dono de empresa de ônibus. Se eu fosse, também queria que a tarifa fosse alta", comentou.


Especial para Terra