São Luís

Sábado, 25 de outubro de 2008, 01h49 Atualizada às 13h17

São Luís: debate é marcado por ataques e ironia

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Shirley Freire
Direto de São Luís

O primeiro e único debate realizado na noite de sexta-feira entre os candidatos à prefeitura de São Luís (MA), João Castelo (PSDB) e Flávio Dino (PCdoB), foi marcado por ironias e ataques. Dino acusou o adversário de ser contra projetos do governo Luiz Inácio Lula da Silva e citou o Bolsa Família, que Castelo teria chamado de "bolsa esmola". O candidato tucano disse que, mais uma vez, Dino faltava com a verdade e que isso era "típico de um candidato que não tem propostas e quando as apresenta, são cópias dos projetos de outros candidatos".

O candidato do PCdoB ironizou a afirmação de Castelo, durante a campanha, de que era "amigo de infância" do presidente e que havia perguntado isso ao presidente. Lembrou ainda que, durante um discurso em 2005, Castelo teria dito que Lula parecia um "peru tonto em véspera de Natal", em razão de sua suposta desorientação no governo.

O tucano afirmou que estranhava a postura de um juiz ao faltar com a verdade. Dino rebateu com mais uma denúncia, desta vez sobre as irregularidades que teriam sido detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) durante o período em que Castelo foi presidente da Empresa Maranhense de Admistração Portuária (Emap).

Castelo voltou a dizer que Dino faltava com a verdade já que, de acordo com ele, os processos eram contra os três últimos diretores da empresa. O tucano disse que o candidato teria que provar na Justiça todas as calúnias ditas por ele durante a campanha.

Sobre as propostas de campanha, os dois candidatos falaram sobre trabalho, saúde, saneamento básico e educação. Ao falar do projeto de distribuição de leite para os alunos que não faltarem às aulas, Castelo foi ironizado pelo opositor, que disse que Castelo pensava que os estudantes só vão à escola para comer e que, no projeto dele, além da merenda, a prioridade é a qualidade do ensino e a criação de escolas em tempo integral.

Na troca de perguntas com temas livres, Dino perguntou ao candidato do PSDB o que ele achava dos candidatos "ficha-limpa". Castelo afirmou que acha que são importantes e disse que Dino tenta ganhar a eleição no "tapetão", em referência às impugnações a sua candidatura, todas derrubadas pela Justiça Eleitoral.

Dino se defendeu dizendo que as impugnações foram feitas por outras coligações e que ele vai ganhar a eleição no voto. Em meio à troca de acusações, os dois candidatos chegaram a pedir direitos de resposta, negados pela direção do debate.

O candidato do PCdoB destacou os investimentos que pretende fazer no setor de tranpsorte, com a construção de um metrô de superfície ligando a capital ao município de Bacabeira, onde deve ser construída uma refinaria da Petrobras.

Castelo falou sobre os programas de profissionalização voltados para jovens como oportunidade de emprego na refinaria da Petrobras e mencionou os investimentos na saúde e no transporte público, com a implementação da meia passagem aos domingos.

Nas considerações finais do debate no segundo turno das eleições que acontecem no próximo domingo, os candidatos agradeceram aos eleitores. Castelo pediu ao povo mais uma oportunidade para mostrar sua experiência política para melhorar a qualidade de vida na capital maranhense. Sobre o debate, Castelo falou: "é isso, a gente vem, fala, ouve. Isso é democracia".

Dino finalizou dizendo que o povo tem a chance de escolher entre duas histórias e que acredita na esperança, no otimismo e na crença de que a política pode ser justa e verdadeira. "Quero provar que não vou decepcionar o eleitor, que vou ser o melhor prefeito de São Luís", concluiu.


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