Salvador (BA)

Sábado, 25 de outubro de 2008, 01h10 Atualizada às 01h34

Salvador: candidatos batem boca durante debate

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Vitor Pamplona
Direto de Salvador

Os candidatos que disputam a prefeitura de Salvador, Walter Pinheiro (PT) e João Henrique (PMDB), bateram boca durante o último debate na TV, transmitido na noite de sexta-feira pela Rede Globo. A discussão ficou tensa quando os adversários falaram sobre a área da saúde. O segundo turno acontece neste domingo, dia 26 de outubro.

"Só posso dar risada. Eles ficaram 40 meses na minha administração e ficam fazendo críticas", declarou o peemedebista. Pinheiro respondeu com ironia: "o candidato dá risada. Só posso crer que ele não leva a sério a situação da saúde em Salvador." O PT integrou a base aliada da administração municipal de 2005 a abril de 2008.

João Henrique, então, virou-se para o rival e apontou o dedo indicador: "dei risada da cara-de-pau do candidato Pinheiro. Assuma, deputado, assuma as coisas ruins do seu partido", disse repetidas vezes ignorando as câmeras da TV Bahia. "O candidato João Henrique se destempera e agride as pessoas facilmente. Cara-de-pau é não reconhecer que não fez nada pela cultura", revidou Pinheiro.

O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidatura de Pinheiro também foi questionado. O atual prefeito perguntou ao adversário por que Lula não enviou nenhuma das 94 mensagens que gravou para os candidatos do PT.

"O presidente está na nossa campanha discutindo as propostas. Ele mais do que gravou uma mensagem, está inserido na campanha. (...) Minha relação com Lula não foi construída em época de eleição. Tenho toda uma trajetória", rebateu o petista.

Após o Pinheiro afirmar que a prefeitura perdeu oportunidade de gerar emprego e renda na periferia nos últimos anos, João Henrique insinuou que ele estava desinformado. "O deputado deveria ter lido o jornal A Tarde de hoje, que mostra 194 mil desempregados em Salvador", aconselhou.

Pinheiro respondeu: "o candidato deveria passar menos tempo lendo jornal e conferir os problemas onde eles estão. Você que mora na periferia sabe do que eu estou falando. Salvador teve 30 mil postos de trabalho que não foram ocupados só este mês por falta de qualificação".


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