Porto Alegre (RS)

Sexta, 24 de outubro de 2008, 23h52 Atualizada às 07h56

Verbas, saúde e transporte dominam debate em Porto Alegre

Candidatos à prefeitura de Porto Alegre se cumprimentam em debate
Candidatos à prefeitura de Porto Alegre se cumprimentam em debate
Roberto Vinícius/Futura Press

No último debate entre os candidatos que disputam o segundo turno à prefeitura de Porto Alegre (RS), Maria do Rosário (PT) e José Fogaça (PMDB) discutiram sobre verbas, saúde e transporte. O segundo turno acontece neste domingo em 30 cidades brasileiras.

Rosário disse que o candidato à reeleição não fez centros de saúde, nem unidades de atendimento 24 horas. "Ele perdeu R$ 20 milhões de recursos", atacou. Fogaça respondeu que Rosário desconhece os cinco centros clínicos e odontológicos construídos na cidade. "Encontramos Porto Alegre com endividamento. Mas mesmo assim, fizemos oito farmácias distritais". Rosário disse que Fogaça não fez os postos 24 horas, "eles vieram de governos anteriores".

Fogaça disse que não perdeu recursos para a saúde, que encontrou 54 equipes de saúde quando assumiu e que hoje são 94 "que estão funcionando em Porto Alegre".

Rosário admitiu que Fogaça apresentou projetos, mas disse que os mesmos não foram suficientes aproveitar os recursos. Fogaça disse dobrou a verba para Porto Alegre durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós duplicamos esses recursos em favor de Porto Alegre. Não sou membro do PT e não tenho vínculo maior que não seja por meio do PMDB e do trabalho engajado", disse.

O candidato perguntou para Rosário sobre cursos de formação de técnico de nível médio em desenvolvimento de software implantado no colégio Emílio Meyer. O projeto visa preparar jovens da rede municipal ao mercado de trabalho no segmento da Tecnologia da Informação.

A petista disse que todas as escolas de Porto Alegre deveriam ser abertas no turno da noite e que "se o programa é bom vou continuá-lo, mas quero mais porque as pessoas procuram mais mão-de-obra qualificada", disse.

Fogaça disse que os alunos do curso técnico de desenvolvimento de software, executado em sua gestão, saem empregados. "Porto Alegre tem vocação para alta tecnologia", disse o candidato à reeleição que citou ainda investimentos privados de R$ 860 milhões na cidade.

Rosário perguntou para Fogaça porque ele insiste no projeto de baldeação, o Portais da Cidade, que prevê a construção de terminais em diversos pontos da cidade para dimuniir a circulação de ônibus na região central de Porto Alegre.

O prefeito disse que "o PT nunca quis o metrô. O Portais da Cidade recebeu um prêmio de U$ 500 mil, dada a qualidade ambiental do programa". A petista rebateu que Fogaça não quer o metrô, "porque o PT esta trabalhando por ele".

Fogaça disse que no programa eleitoral de Rosário, foram mostrados postos de saúde abandonados, que são de responsabilidade do governo do Estado. "Vamos resolver o problema com tempo e com cronograma estabelecido", justificou o peemedebista ao afirmar que o controle das unidades passará a ser da prefeitura.

Rosário disse o prefeito se esquiva de responsabilidade. "Pouco importa para o candidato Fogaça, porque é do Estado e não da cidade", disse a petista.

A extinção da Secretaria de Captação de Recursos, na administração de Fogaça, foi criticada por Rosário. O prefeito licenciado respondeu que captou R$ 430 milhões. "Isso porque não temos capacidade captar recursos", ironizou o peemedebista ao dizer que todas as secretarias trabalham integradas em projetos de captação de verbas.


Redação Terra