Belo Horizonte (MG)

Sexta, 24 de outubro de 2008, 23h22 Atualizada às 02h20

Em último debate, Lacerda e Quintão atacam patrimônio

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Candidatos trocaram acusações
Candidatos trocaram acusações
Carlos Roberto/Hoje em Dia/Futura Press

No último momento em que estão frente a frente antes da eleição do próximo domingo, os candidatos à prefeitura de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB) mantiveram a tônica de ataques pessoais, que marcou o segundo turno na capital mineira.

No debate, promovido pela Rede Globo, Lacerda questionou Quintão sobre um suposto envolvimento do peemedebista em um esquema de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior. O jornal Estado de Minas publicou uma reportagem sobre o assunto, com base em documentos da promotoria de Nova York.

"Quem tem que se explicar é o jornal. Eu tive contas estudantis quando estudava nos Estados Unidos", respondeu Quintão para, em seguida, fornecer no ar o número de seu CPF. 

"Vai na Receita Federal e puxa meu nome e verá que não tem nada. Nesse período de reta final aparecem coisas e você eleitor decide se acredita.  Sou homem íntegro e onde eu passei fiz direitinho, não fiz nada de errado. Não tem nada na Justiça Federal, nem na Receita Federal que desabone o meu nome", acrescentou.

Lacerda insistiu no ataque e disse que Quintão foi "um dos deputado federais que teve maior aumento de patrimônio nos últimos dois anos", colocando o fato sob suspeição. Quintão rebateu ao declarar que Lacerda tem patrimônio "vinte vezes maior " que o dele. "O candidato Lacerda é mais rico que Paulo Maluf. Não sou em quem precisa se explicar, é ele", assinalou.

No campo das propostas, os candidatos divergiram em relação aos meios para viabilizar a conclusão do metrô da capital. A obra é considerada fundamental para melhorar a viabilidade urbana. Quintão acredita ser possível fazê-la apenas com "recursos a fundo perdido" do governo federal, dentro dos investimentos previstos para a Copa do Mundo de 2014.

Márcio Lacerda anunciou que, se eleito, irá implementar uma parceria público-privada para concluir o metrô, medida com a qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já teria concordado. Segundo Lacerda, com a atual crise econômica "será muito difícil conseguir recursos do governo federal".


Agência Brasil