Belo Horizonte (MG)

Sexta, 24 de outubro de 2008, 19h05

Para Aécio, críticas de Quintão são sinal de mudança de estratégia

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O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou que as críticas que recebeu do candidato do PMDB à prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Quintão, são sinal de mudança de estratégia. Aécio é um dos principais cabos eleitorais de Márcio Lacerda (PSB), adversário de Quintão no segundo turno das eleições municipais.

As críticas de Quintão foram feitas durante horário eleitoral gratuito. Ele classificou como "caciquismo" o apoio de Aécio e do atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, à candidatura de Lacerda.

"É natural que os candidatos mudem as suas estratégias no segundo turno em razão das circunstancias da campanha", explicou Aécio. "Eu recebo as críticas com muita naturalidade, mas prefiro ficar com os elogios que ele fez durante toda a campanha à nossa administração, ao próprio governador."

As primeiras críticas de Quintão foram feitas justamente após as pesquisas de intenção de voto apontarem uma virada nos números favoravelmente à campanha de Lacerda.

De acordo com o Ibope, Lacerda apresenta 45% da preferência, contra 44% do peemedebista. No Datafolha, também há empate técnico, e o levantamento mostra liderança do candidato socialista, com 45%, contra 40% de Quintão.

O resultado das pesquisas, porém, não empolga Aécio. "Sempre avaliamos pesquisa com muita cautela", afirmou Aécio, mostrando confiança com o resultado das eleições. "O segundo turno traz essa virtude. Ele permite que os candidatos sejam melhor conhecidos."

Aécio ainda defendeu mais uma vez a aliança feita na capital mineira, onde PT e PSDB, opositores na esfera federal, estão juntos, ainda que informalmente, na defesa da candidatura de Lacerda.

"É natural que isso desagrade outros projetos políticos. O que nós estamos sinalizando a partir de Minas Gerais é que é possível, sim, construir convergências em cima do interesse das pessoas", comentou o governador, acreditando que o próprio presidente Lula apóia essa união.

"O presidente é filiado a um partido político e o partido político do presidente tem um candidato aqui, que é o vice da chapa de Marcio Lacerda. Obviamente, o presidente participa desse processo e nós buscamos sempre preservá-lo durante toda a campanha."


Redação Terra