São Paulo (SP)

Sexta, 24 de outubro de 2008, 15h13 Atualizada às 16h05

Marta: eleição em SP não está decidida e aposto em virada

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A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto, acredita numa virada até domingo, data da eleição. A petista afirmou que este é o momento em que o eleitor indeciso começa a "focar" na eleição.

"Acredito que nós podemos dar uma bela virada porque este é o momento que as pessoas começam a focar, as pessoas começam a conversar com o vizinho, com a tia, com o melhor amigo. Aquela indecisão pode virar uma decisão e é isso que estou esperando", disse Marta.

A candidata convocou a imprensa hoje, mas evitou responder perguntas e fez apenas uma declaração.

Marta conta com o debate desta noite na Rede Globo para atrair o eleitor, quando disse que mostrará que a "eleição não está ganha".

"Eu gostaria muito de vencer esta eleição porque me considero mais preparada que meus adversários. Fiz muitos acertos, muitos erros, mas aprendi com eles e conheço muito esta cidade", observou.

Marta alertou o adversário a evitar o salto alto, lembrando o ato do então candidato a prefeito Fernando Henrique Cardoso, que em 1985 sentou na cadeira de prefeito antes do resultado da eleição, que acabou vencida por Jânio Quadros.

Em evento na zona lesta da cidade, o candidato Gilberto Kassab (DEM) concordou com Marta que a disputa não está definida. "Ela tem toda a razão. Seria um grande desrespeito com o eleitor", ressaltou.

Ele afirmou que vai manter no debate da Globo a mesma linha dos programas de TV e dos enfrentamentos anteriores. "Vamos continuar apresentando as propostas como fizemos desde o início da campanha".

O prefeito considerou "irrelevante" a multa da Justiça eleitoral de 5.320,50 reais por ter feito publicidade em sua campanha de evento no qual anunciou um investimento de R$ 198 milhões na expansão de obras do Metrô.

O democrata disse que a multa só foi imposta porque as explicações não teriam chegado a tempo na Justiça e reafirmou que a cerimônia foi apenas administrativa e que vai recorrer.


Reuters