Macapá (AP)

Quinta, 23 de outubro de 2008, 05h55

Famílias influentes disputam a prefeitura de Macapá

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Em Macapá, o segundo turno reavivou a disputa política entre duas das famílias mais influentes do Estado. Enquanto o candidato a prefeito Camilo Capiberibe (PSB) é filho de João Capiberibe (PSB), governador do Estado entre os anos de 1995 e 2002, Roberto Góes (PDT) é primo do atual governador Waldez Góes (PDT), no cargo desde janeiro de 2003, de quem tem o apoio. Entre os sete candidatos que concorreram no primeiro turno, Camilo Capiberibe obteve 59.864 votos, ou 33% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou Roberto Góes, com 48.020 mil votos, ou 26,53%.

Candidato da coligação que reúne seu partido (PSB), o Psol de seu vice, Randolfe Rodrigues, o PMN e o PPS, o deputado estadual licenciado Camilo Capiberibe também conta com o apoio pessoal da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB), derrotada no primeiro turno da disputa à prefeitura, e do prefeito reeleito de Santana, o petista José Antônio Nogueira, a segunda cidade mais populosa do Estado.

Durante o primeiro turno, Capiberibe, que tem 36 anos e é bacharel em direito, teve de lidar com as tentativas de associá-lo ao episódio, que resultou na cassação dos mandatos de seu pai, então senador, e de sua mãe, Janete Capiberibe, que, na época, era deputada federal. Ambos foram acusados de comprar votos durante as eleições de 2002.

Primo do atual governador do Estado, Roberto Góes também conta com o apoio dos senadores José Sarney (PMDB), Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB); do deputado federal Davi Alcolumbre (DEM) e do atual presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajas, líder do diretório regional do PSDB.

Em seu quinto mandato parlamentar, o quarto como deputado estadual, Góes ocupava o cargo de primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa até se licenciar para disputar a prefeitura pela coligação que reúne PDT, DEM, PSDB, PTdoB e PSL.


Agência Brasil