São Paulo (SP)

Segunda, 20 de outubro de 2008, 13h37 Atualizada às 13h37

TSE espera que caia a abstenção nas eleições

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Laryssa Borges
Direto de Brasília

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, disse que espera que o índice de abstenção no segundo turno das eleições municipais seja bem menor que os 14,54% verificados na primeira etapa do pleito.

No dia 5 de outubro, o Rio Grande do Sul foi o Estado com a maior taxa de não comparecimento às urnas, com 17,59%, seguido do Acre, com 17,32%, ao passo que em Santa Catarina o volume de abstenção foi o menor de todos, com 11,00%.

"Esperamos um índice de abstenção bem menor do que no primeiro turno. É muito mais fácil agora, não há escolha para vereador, tem que escolher simplesmente o prefeito e o vice-prefeito", comentou Ayres Britto após se reunir hoje com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) dos Estados que terão segundo turno.

"Há uma disputa maior, um interesse maior pelo segundo turno. Aliás, as principais capitais do país vão para o segundo turno. A maior densidade eleitoral está para se definir agora", avaliou o presidente do TSE.

Ao contrário do que aconteceu no primeiro turno, quando a Justiça Eleitoral não conseguiu apurar de forma tão ágil os votos de colégios eleitorais como São Paulo, a expectativa do TSE é a de que não haja atrasos na contabilidade da preferência da população na disputa entre Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM).

"Houve um momento (no primeiro turno) em que o fluxo das informações e a velocidade da entrada dos boletins de urnas não eram compatíveis com a nossa capacidade. Isso foi corrigido e isso não deve ocorrer no segundo turno", afirmou Ayres Britto.

"O número é muito pequeno de candidatos, teremos o total de 14 (em todo o Estado de São Paulo). Isso (atraso na contabilização) certamente não vai acontecer", completou o presidente do TRE-SP, Marco César Miller Valente.


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