Atualizada às 10h25
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| Esperidião Amin (PP) Cumprimenta Dário Berger (PMDB) antes do debate |
| Fabricio Escandiuzzi/Especial para Terra |
Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
Os candidatos a prefeito de Florianópolis Dário Berger (PMDB) e Esperidião Amin (PP) discutiram sobre a quantidade de ações que cada um deles responde na Justiça durante debate promovido na noite deste domingo pela Rede Record. A exemplo do debate ocorrido no meio da última semana, os candidatos trocaram diversas acusações e por várias oportunidades o mediador teve que pedir calma aos participantes.
A questão das ações foi levantada por Berger, que acusou o adversário de responder por 24 processos judiciais durante gestões anteriores como governador do Estado e prefeito. "Ele responde a 24 processos e eu apenas quatro", comparou. "Meu oponente teve os bens considerados indisponíveis pela criação de uma empresa de medicamentos. Isso sim é uma vergonha para o Estado".
Amin rebateu citando a "lista suja" divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros e que incluiu o nome do candidato peemedebista. "Ele e o irmão dele foram condenados a devolver R$ 500 mil por improbidade administrativa", disse. "Tenho as minhas mãos limpas e meu nome não consta em nenhuma lista".
Em meio a tensão, o apresentador Paulo Alceu chegou a interromper o programa para conceder um tempo extra a Esperidião Amin, que foi chamado de "mentiroso" pelo adversário enquanto respondia uma pergunta. "Vou conceder o direito de resposta ao candidato Amin, mas peço que os senhores tenham calma. Estamos num programa de televisão", disse o mediador.
Na reta final de campanha, os ânimos entre peemedebistas e progressistas se acirraram. Praticamente em todas as intervenções dos candidatos havia uma alfinetada dirigida ao oponente. Além de temas como saúde, educação e transporte coletivo, os dois dedicaram boa parte do debate para abordar prisões de secretários municipais, aposentadorias de Amin e contratos de empresas de Berger com o governo do Estado. As comparações entre as administrações passadas também ocuparam boa parte do programa.
O progressista citou o envolvimento de secretários municipais da atual administração no escândalo da Operação Moeda Verde, acusou o peemedebista de não cumprir as promessas da campanha de 2004 e ainda citou que Berger seria um "empregado do governador". "Ele não investe na área social dos bairros carentes, a violência cresce e suas empresas de segurança privada aumentam o faturamento", acusou. "Ele não cobra o governador, pois ele é seu patrão. Suas empresas ganham R$ 128 milhões do estado de Santa Catarina".
Dário Berger, por outro lado, qualificou o adversário como "protótipo da ética", mas o acusou de uma série de irregularidades que teriam sido cometidas durante a gestão como governador do Estado (1999-2002). "Ele é bom de discurso, mas muito ruim de trabalho", disparou. "Ganha três aposentadorias, como senador, governador e professor universitário, teve 24 processos na Justiça e apresenta propostas mirabolantes em alguns bairros onde tomou uma coça no primeiro turno".
No encerramento do programa, Dário Berger e Esperidião Amin ainda citaram os números da pesquisa Ibope divulgada neste sábado como "incentivo" para a vitória. "Meu oponente está muito assustado, pois caiu seis pontos em uma semana e o número de indecisos dobrou", destacou o progressista. "O ex-governador me ataca, pois eu lidero todas as pesquisas eleitorais", rebateu o candidato do PMDB.
Especial para Terra