São Luís

Quinta, 16 de outubro de 2008, 22h20 Atualizada às 22h27

Flávio Dino nega ataques a Castelo em São Luís

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Shirley Freire
Direto de São Luís

Flávio Dino, candidato do PCdoB a prefeito de São Luís, disse hoje em uma entrevista à TV Mirante, afiliada da Rede Globo, que não é responsável pela distribuição de panfletos difamatórios contra o seu opositor João Castelo (PSDB).

"Esses panfletos estão sendo produzidos pela própria equipe de João Castelo e distribuídos para que o candidato passe a imagem de vitimizado. Em toda a cidade se vê pichações, boatos e mentiras. Mas vamos atravessar essa onda, sabendo que vai prevalecer a verdade", afirmou.

Flávio Dino também mandou um recado para o candidato do PSDB à prefeitura da capital maranhense.

"Eu compareço a todos os debates e gostaria muito que Castelo também participasse, afinal, o slogan da campanha dele que diz 'agora vai' deveria se referir a ida do candidato a algum debate", comentou.

Sobre o fato de ele ter dito que Castelo teria vergonha do apoio do governador do Maranhão, Flávio Dino foi enfático.

"O governo Jackson Lago era um governo de mudanças mas, infelizmente, optou pela transição para o passado. Respeito Castelo, mas ele só fala do passado e eu sou o candidato da transição para o futuro", declarou Dino.

Durante a entrevista, o candidato do PCdoB também comentou que se sente vitorioso por ter chegado ao segundo turno. Dino falou sobre os seus planos de governo, com destaque para o setor da habitação, no qual promete construir 40 mil casas nos quatro anos de governo.

"Vou buscar a parceria da Caixa, recursos do FGTS. A prefeitura vai gastar no máximo 6 mil reais na construção de cada imóvel, que será entregue de graça à população", prometeu.

Flávio Dino garantiu ainda que vai manter os servidores contratados e convocar os concursados, além de construir escolas que funcionarão em tempo integral.

Questionado sobre o uso exagerado da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha, o candidato disse que Lula não tem lado.

"O PT e o PCdoB mudaram a história do Brasil e o debate final não é votar em Flávio Dino porque Lula apóia, e sim pela identidade e o perfil de um candidato que vai fazer por São Luís o que Lula fez pelo País", concluiu.


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