São Luís

Quarta, 15 de outubro de 2008, 21h18 Atualizada às 21h18

São Luís: João Castelo diz que governador do Estado vota nele

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Shirley Freire
Direto de São Luís

Segundo o candidato a prefeito de São Luís (MA) João Castelo (PSDB), o governador do Maranhão, Jackson Lago, votará nele nas eleições de 26 de outubro. Castelo participou de uma entrevista na TV Mirante , afiliada da Rede Globo, e afirmou que não tem problema em ser apoiado pelo governador.

"De jeito nenhum, Jackson Lago é meu amigo pessoal, foi um grande adversário meu no passado, mas é um homem sério. Jamais iria exigir dele esse constrangimento porque, como governador, ele deve ficar afastado da campanha", declarou Castelo, após ser questionado se teria vergonha do apoio de Lago.

Sobre o governador, o tucano ainda completou: "sei também que Jackson Lago vota em mim, porque sou o melhor candidato para São Luís e irei trabalhar em parceria com o governo do Estado".

O candidato também foi perguntado sobre o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu adversário Flávio Dino (PCdoB). Para responder, Castelo usou uma declaração que teria sido dada pelo próprio presidente.

"O presidente Lula disse que não interessa se o candiadto é do PT, PCdoB (...) se é amigo do deputado ou senador amigo dele. O que interessa é o que o candidato tenha bons projetos porque isso é o que interessa para o povo", disse.

Durante a entrevista, o candidato do PSDB também foi questionado sobre um de seus projetos de governo, que promete acabar com as palafitas, que apresentaria semelhanças com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula.

"O meu projeto Palafita Zero foi baseado no programa Promorar, executado por mim na época em que fui governador do Maranhão. Como não consegui concluí-lo durante meu governo (1979-1983) agora meu sonho é conseguir moradia digna para todas as famílias de São Luís", afirmou.

Castelo também falou sobre os seus projetos na área da saúde que incluem a construção de um hospital, postos e ações preventivas. O candidato encerrou a entrevista mandando um recado para Flávio Dino, seu opositor.

"O candidato Flávio Dino pediu à Justiça Eleitoral que fosse assinado um pacto para que a campanha do segundo turno fosse transparente, sem ataques. Mas tenho sido vítima de duras críticas, inclusive com a distribuição de panfeltos difamatórios (...) então, faço um apelo ao meu opositor, vamos fazer uma campanha séria", finalizou.


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