Atualizada às 20h13
Odilon Rios
Direto de Alagoas
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Alagoas decretou a prisão do juiz eleitoral da cidade de Porto de Pedras, na zona norte do Estado, Rivoldo Sarmento. Ele é suspeito de receber R$ 50 mil do candidato a prefeito e ganhador da eleição, Rogério Farias (PTB). O candidato, que é irmão de PC Farias, ex-tesoureiro de campanha de Fernando Collor de Mello, já havia sido preso suspeito de montar um esquema de falsificação de carteiras de identidade e títulos de eleitor, tudo para fraudar os votos.
"O TRE pediu a prisão do juiz. Estamos em uma reunião e discutimos isso", disse, em rápidas palavras e por telefone, o presidente do tribunal, desembargador Estácio Gama.
A Operação Voto Nulo, da PF, cumpriu seis mandados de prisão e 20 de busca e apreensão requeridos pela Procuradoria Regional Eleitoral em Alagoas (PRE-AL) e pela própria PF no inquérito policial que investiga fraude nas eleições municipais de Porto de Pedras. A casa do magistrado também foi vasculhada pela polícia.
As ordens judiciais foram determinadas pela juíza Ana Florinda Mendonça da Silva Dantas, relatora do inquérito no TRE.
Segundo a procuradora Regional Eleitoral em Alagoas, Niedja Kaspary, a investigação apura um esquema de fraudes eleitorais que envolvem falsificação de documentos de identidade e títulos de eleitor para beneficiar candidatos a prefeito e vereador da cidade.
Eles são acusados pela procuradora da República de corrupção eleitoral, formação de quadrilha e falsificação de documentos públicos, todos com fim de fraudar a lisura da votação.
"Pelo que foi apurado, de posse dos documentos falsificados, uma pessoa votaria pelo menos quatro vezes na eleição de Porto de Pedras", explicou a procuradora Eleitoral.
Especial para Terra