Florianópolis (SC)

Terça, 14 de outubro de 2008, 17h45 Atualizada às 17h44

César Souza Júnior não apóia Berger em Florianópolis

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Iuri Grechi
Direto de Florianópolis

O candidato derrotado à prefeitura de Florianópolis, César Souza Júnior (DEM), anunciou que não vai seguir a orientação do seu partido, que formalizou apoio no segundo turno ao candidato Dário Berger (PMDB).

"Quero dizer aos mais de 30 mil eleitores que votaram em mim que nosso projeto não está representado nesse segundo turno, por isso que cada eleitor vote de acordo com sua consciência", disse Júnior.

O Democrata ficou em terceiro lugar na corrida pela prefeitura da capital catarinense, com 13,05% dos votos válidos.

Durante a campanha eleitoral, Júnior apresentou-se como o "candidato da mudança", e centrou a estratégia em ataques ao atual prefeito e candidato a reeleição, Dário Berger. Mas logo que o segundo turno foi confirmado entre Dário Berger e Esperidião Amim, o partido Democratas posicionou-se a favor do atual prefeito.

"Eu compreendo a decisão do partido, que se justifica pelas alianças firmadas em outras cidades do estado, mas não compartilho da posição", afirmou Júnior.

César Sousa Júnior é empresário e radialista. Entrou na vida pública há dois anos, e elegeu-se deputado estadual. Reassumiu o mandato nesta terça-feira, depois de seis meses de licença do parlamento.

Um dos seus projetos de maior visibilidade é a criação de um Jardim Botânico em Florianópolis, à semelhança do que existe em Curitiba. Dificuldades burocráticas com a atual administração municipal estariam impedindo que o projeto saísse do papel.

"No dia 2 de janeiro de 2009, seja qual for o prefeito, estarei lá pedindo apoio para o Jardim Botânico", afirmou o candidato derrotado, que admite ter dificuldades de relacionamento com o adversário político Dário Berger.

"Se ele for eleito, certamente não seremos amigos, mas isso não vai me impedir de ir pedir ajuda dele em favor dos projetos que beneficiam a sociedade", comentou.

A recusa de César Souza Júnior em avalizar a decisão partidária do Democratas de apoiar a Dário Berger não traz, segundo o deputado, conflitos dentro do DEM.

"O partido compreende que não posso voltar atrás em uma só palavra de crítica que pronunciei durante a campanha", afirmou. O deputado também disse que não recomenda ao eleitor o voto em branco ou nulo, embora "essa também seja uma opção democrática".


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