Rio de Janeiro (RJ)

Segunda, 13 de outubro de 2008, 06h49 Atualizada às 08h04

Rio: Carminha terá de provar que se filiou no prazo

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Apesar de livre da prisão, a vereadora eleita no Rio de Janeiro Carmem Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho (PTdoB), deve enfrentar mais obstáculos antes de ocupar uma das cadeiras da Câmara Municipal. O Ministério Público Eleitoral deve entrar com ação para impedir sua diplomação, com o argumento de que ela teria se filiado ao partido em prazo inferior a um ano antes da eleição, como determina a lei.

Presidente municipal do PTdoB e advogado de Carminha na questão eleitoral, Vínicius Cordeiro disse ontem que entrará com recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), que considerou a filiação irregular. Segundo ele, será entregue uma ata provando que ela entrou no partido na data regulamentar.

Antes de ser diplomada, a filha do vereador Jerônimo Guimarães do PMDB, o Jerominho (que está preso), terá que ter seus gastos de campanha aprovados. No site do TSE, os dados referentes à primeira prestação de contas - feita até agosto - mostram que a então candidata registrou somente as despesas com material impresso, com o total de R$ 10,2 mil. No que diz respeito às receitas, declarou ter recebido de doações R$ 10,5 mil.

Na segunda prestação, divulgada em setembro, assim como na anterior, aparecem zerados valores referentes a gastos com transporte, telefone, publicidade por placas, estandartes, faixas e carros de som. Durante a campanha, porém, foi grande a quantidade de propaganda espalhada pelas ruas da Zona Oeste. O único item preenchido das despesas novamente é de materiais impressos, com o total de R$ 11,8 mil. As doações somaram R$ 13,5 mil.

A contabilidade final da campanha, para quem concorreu a vereador, terá que ser entregue até dia 4 no cartório eleitoral onde o candidato fez seu registro. "Tive uma campanha cara, mas não sei precisar valores porque estava presa. A pessoa que cuidou das finanças da campanha é competente e da minha confiança. Tive ajuda de parentes e amigos", disse Carminha, que passou o dia de ontem com a família em Campo Grande.

Segundo amigos, a reclusão teria sido para evitar polêmica. Sábado, após chegar ao Rio, depois de ficar 43 dias presa, ela declarou: "A milícia é mal menor que o tráfico de drogas".


O Dia