Atualizada às 23h53
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| Os candidatos à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM), participam do debate realizado pela TV Bandeirantes |
| Marcelo Pereira/Terra |
Daniel Biasetto
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
O debate dos candidatos à prefeitura de São Paulo na Rede Bandeirantes, na noite de domingo, foi marcado por ataques entre Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM). Marta citou diversas vezes que Kassab tinha "duas caras" - uma como candidato e outra como prefeito. Já o democrata disse que recebeu a prefeitura com problemas, logo depois da gestão de Marta.
Outro tema bastante presente foi os apoios políticos de ambos. Marta falou sete vezes o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Kassab falou cinco do governador José Serra. A candidata petista também citou o fato de que Kassab foi secretário do Planejamento da gestão de Celso Pitta na prefeitura.
Marta destacou também o fato de que o democrata defende idéias diferentes quando está à frente da prefeitura e quando candidato.
"Em que Kassab a população deve acreditar? O Kassab que vetou, em 2006, CEU (Centro Educacional Unificado) profissionalizante ou o que está propondo isso agora? Há dois Kassabs, um é o prefeito com a caneta, outro na propaganda", sentenciou.
Marta a Kassab também se questionaram sobre de que forma cada um deles havia recebido a prefeitura. No primeiro bloco, o democrata perguntou à petista sobre os baixos índices de recapeamento entre 2000 e 2004, quando ela foi prefeita da cidade. Marta respondeu que não foi pouco e que recebeu a cidade em um estado lamentável.
"Você foi secretário do planejamento do meu antecessor. Ajudou a planejar, acabou com a cidade. Tive de começar do nada", disse. Por sua vez, Kassab disse que teve dificuldades em dobro, quando Serra assumiu em 2006, quando ele era vice. "Tivemos dificuldades em dobro do que ela encontrou.
Os candidatos também falaram sobre se a crise nas bolsas de valores de vários países pode afetar a economia na capital paulista. De acordo com Gilberto Kassab, o orçamento de R$ 29 bilhões, enviado no mês passado para a Câmara, não foge da realidade, nem mesmo com a crise.
O prefeito afirmou que a cidade está preparada para uma situação adversa, mesmo com a crise internacional. "A cidade estará nas mãos de uma administração muito responsável. Estamos preparados. Temos recursos em caixa para enfrentar a situação", disse.
Marta disse que acredita no presidente Lula e que se a cidade tiver de ser administrada com menos recursos, fará isso tranqüilamente. "Na minha gestão, fiz isso com muita criatividade. Fizemos muita coisa com pouco e administramos muito bem."
Protesto
No terceiro bloco, o candidato democrata teve um direito de resposta aceito por ter sido chamado de mentiroso. Na ocasião, ele citou o escândalo do Mensalão e disse que a candidata faz um debate mesquinho e pequeno e que ele preferia falar de propostas.
Marta se sentiu ofendida e pediu para se pronunciar. Por duas vezes, ela teve o pedido negado. Por conta disso, o clima esquentou no intervalo do terceiro bloco. A platéia protestou aos gritos de picareta e falcatrua.
O alvo dos manifestantes foi o mediador Boris Casoy, que foi chamado de "vendido" por militante exaltado.
Redação Terra