Vitória (ES)

Quinta, 9 de outubro de 2008, 08h41 Atualizada às 09h26

Prefeito de Vitória pode ter sido grampeado por 5 anos

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Alex Cavalcanti
Direto de Vitória

Um dossiê com denúncias de supostas irregularidades contra o prefeito reeleito de Vitória, João Coser (PT), causou um mal-estar na tarde desta quarta-feira, 8, à cúpula do governo do Estado do Espírito Santo. Segundo a denúncia, o sistema de monitoramento de escutas telefônicas da Secretaria de Estado da Segurança Pública, conhecido como "Guardião", teria sido utilizado clandestinamente para grampear o prefeito João Coser.

Na tarde desta quarta, o secretário da Segurança Pública, Rodney Miranda, convocou uma entrevista coletiva para esclarecer os fatos. Segundo Miranda, o dossiê, atribuído a delegados de polícia, existe e há indícios de que teria sido confeccionado por policiais civis capixabas com o objetivo de inibir investigações que estariam sendo feitas pela Corregedoria da Polícia Civil.

Falso
O secretário disse ainda que a perícia confirmou que o dossiê é falso e tudo indica que teria partido de dentro da Polícia Civil. Foi utilizado papel timbrado da instituição na confecção do documento. Ele pediu que o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc) inicie uma investigação para descobrir os autores do falso dossiê.

Miranda garantiu que o sistema de escutas telefônicas não foi utilizado para produção do documento. "Guardião só é usado com autorização da Justiça e é constantemente auditado", declarou o Secretário. Mesmo assim a Secretaria de Segurança anunciou que será feita auditoria no sistema, com a presença de representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


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