Macapá (AP)

Quinta, 9 de outubro de 2008, 00h32 Atualizada às 23h46

Góes investe na união política para vencer em Macapá

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Nilson Hernandes
Direto de São Paulo

O candidato que conseguiu a vice-liderança no primeiro turno das eleições municipais de Macapá (AP), Roberto Góes (PDT), acredita que agora a união de forças políticas locais será fundamental para que ele conquiste o cargo de prefeito no próximo dia 26 de outubro.

"O PCdoB vai declarar oficialmente apoio a nossa candidatura nos próximos dias. Além disso, Lucas Barreto (PTB), (25,19% do votos válidos), meu amigo pessoal, deixou claro a sua neutralidade, liberando a militância e deixando que o partido decida quem vai ajudar neste segundo turno", afirmou Góes, que conquistou 26,53% dos votos válidos.

Roberto Góes também crê que o Partido dos Trabalhadores (PT) deve anunciar o apoio a ele durante a campanha. "O PT faz parte do governo estadual, que é do PDT", disse.

Sobre as propostas apresentadas até o momento ao povo de Macapá, o candidato da coligação Nosso Forte é Macapá, que reúne o PSDB, DEM, PTdoB e PSL, além do próprio PDT, salientou que sua principal bandeira é resolver a questão da falta de planejamento, que impera na capital amapaense.

Um grande problemas enfrentado pela população macapaense é a falta d'água. "O que aconteceu é que o governo estadual anterior (PSB) adquiriu equipamentos com durabilidade muito abaixo da média, então o governo atual (PDT) está enfrentando o problema de frente", disse o candidato do PDT.

"Com a falta de planejamento, as áreas de saúde, transporte, desenvolvimento econômico e geração de renda, por exemplo, são afetadas brutalmente", sentenciou Góes acrescentando que um exemplo bom a seguir é o empregado pelo governo do Estado. "Vamos adotar um modelo semelhante".

A respeito da administração municipal atual, do petista João Henrique, Roberto Góes disse que o prefeito foi durante muito tempo do PSB, partido do candidato Camilo Capiberibe.

"O prefeito foi secretário de Obras do ex-governador Capiberibe. Depois saiu do partido (PSB) para entrar no PT. Então, o PSB tem sim responsabilidade no que está acontecendo com Macapá", atestou.

Contudo, o pedetista admite que tanto o PDT quanto o PSB juntamente com o PT já estiveram juntos anos atrás. "O que aconteceu foi que o ex-governador Capiberibe tem um jeito muito personalista de ser. Por conta disso rachou a união dos partidos. Isso causou o isolamento do PSB", analisou.

Sobre denúncias de que sua candidatura está sendo beneficiada pela máquina estadual, pois o atual chefe do executivo é do PDT, Waldez Góes, o candidato minimiza a questão. "Ele é meu primo, mas em nenhum momento interferiu. Além do mais o Poder Judiciário, com as novas regras em vigor, já teria feito algo a respeito", afirmou.

Ainda sobre supostas irregularidades cometidas pela primeira-dama, que também é responsável pela secretaria estadual de Inclusão e Mobilização Social, investigada pela Polícia Federal por ter convocado beneficiários de programas estaduais para pedir votos, Góes se esquiva."Tomei conhecimento do caso pela imprensa".


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