Atualizada às 17h52
O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) enviou um comunicado a duas zonas eleitorais do Estado pedindo que os votos de dois candidatos de cidades alagoanas tenham seus votos considerados nulos em virtude de suas candidaturas estarem vetadas no dia da eleição. Um dos candidatos é Rogério Farias, irmão de PC Farias - tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello -, que concorria à reeleição em Porto das Pedras.
Um comunicado semelhante foi encaminhado ao juiz de São José da Laje em relação ao candidato Paulo Roberto Pereira de Araújo, o nome mais votado à prefeitura lajense.
Ambos tiveram suas candidaturas indeferidas pelo TRE-AL a pedido do Ministério Publico Eleitoral (MPE), mas também apresentaram recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda não decidiu sobre o caso. "Por esse motivo seus votos devem ser considerados nulos para todos os efeitos e a sua validade ficará condicionada à obtenção do registro", disse o TRE-AL na nota divulgada em seu site.
No caso de Farias, sua candidatura foi negada em virtude de ele ter exercido o cargo de prefeito por mais de duas vezes consecutivas. "Ele morava na cidade de Barra de Santo Antonio e, a poucos meses do fim do segundo mandato, se mudou para Porto das Pedras, onde já buscava a reeleição", disse a assessoria de imprensa do TRE-AL ao informar que estes políticos são conhecidos como "prefeitos itinerantes".
No caso de Paulo Roberto Pereira de Araújo, conhecido como Neno, seu registro foi cassado por improbidade administrativa.
Situação Oposta
De acordo com o TRE-AL, na cidade de Pariconha, o resultado da eleições não chegou a ser concluído porque os dois candidatos mais votados tiveram seus votos computados como nulos.
O TRE-AL pediu que o juiz eleitoral totalize os votos dos candidatos à prefeitura da cidade, Valdemar Alves Feitosa e Moacir Vieira da Silva, que tiveram seus registros cassados pelo juiz eleitoral, mas estavam aptos a concorrer ao pleito no dia da eleição.
Redação Terra