ABC (SP)

Terça, 7 de outubro de 2008, 19h58 Atualizada às 20h12

Filho de Lula entra com ação para saber nº de votos recebidos

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Juliana Finardi
Direto de São Bernardo do Campo

A defesa do candidato a vereador de São Bernardo do Campo (SP) Marcos Lula (PT), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou que entrou com pedido na Justiça Eleitoral da cidade para saber quantos votos recebeu nas eleições municipais. Com a candidatura aguardando o julgamento do recurso impetrado junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para efeitos oficiais Marcos Lula passou a eleição com o registro impugnado e, por isso, não teve contabilizados os votos recebidos.

Marcos Lula é filho do primeiro casamento da primeira-dama, Marisa Letícia, e foi adotado por Lula. Ontem, a assessoria do candidato havia informado que não pretendia entrar com a ação. No entanto, o advogado dele, Humberto Rocha, afirmou que mudou de idéia porque muitos eleitores procuraram o candidato, confusos com o fato de Marcos ter não ter recebido votos.

Ele disse acreditar que o filho de Lula tenha recebido cerca de 3 mil votos - um número baixo, ao qual a defesa atribui à divulgação que a imprensa fez do veto à candidatura. "Seria muito difícil que ele tivesse uma votação (suficiente para ser eleito), mas fizemos esse esforço até para ajudar a legenda", disse.

O advogado afirma que, como o processo ainda não foi julgado pelo STF, os votos poderiam ser contabilizados para a legenda. De acordo com Rocha, talvez o resultado possa garantir mais uma cadeira para o partido na Câmara.

O artigo 14, parágrafo 7º da Constituição Federal diz que: "são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do presidente da República, de governador de Estado ou território, do Distrito Federal, de prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição".

A defesa do candidato também afirmou que entrou com a ação porque quer promover uma discussão sobre o artigo. Segundo Rocha, caso se constate que Marcos Lula teve uma votação baixa, não se comprovariam as justificativas de que o presidente teria influência no voto.


Redação Terra