Atualizada às 18h26
Membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro decidiram não pedir a permanência das tropas federais durante o segundo turno das eleições municipais. De acordo com a assessoria do TRE, a decisão foi tomada durante uma reunião de cúpula, com sete membros do tribunal.
Antes da reunião, o presidente em exercício do TRE-RJ, desembargador Alberto Motta Moraes, conversou com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fazendo uma avaliação da segurança do processo eleitoral no Rio.
"Estamos avaliando permanentemente a situação, e devo me reunir na próxima semana com o ministro Britto. Neste momento, as tropas estão desmobilizadas e a Corte avaliou que não é necessário mantê-las no mesmo tipo de operação que ocorreu na campanha do primeiro turno", disse o desembargador Motta Moraes.
Em entrevista coletiva na segunda-feira, o presidente em exercício havia lembrado que a eleição considerada mais conturbada é a de vereadores, uma disputa que não acontece no segundo turno. Além disso, na situação atual, haverá votação em segundo turno somente na capital e no município de Petrópolis.
Um eventual segundo turno em Campos, cidade que contou com tropas federais no primeiro turno, ainda depende do julgamento pelo TSE do registro de candidatura de Arnaldo Vianna (PDT), segundo colocado na eleição de domingo, cujos votos ainda são considerados inválidos. Caso o TSE mantenha o indeferimento da candidatura de Vianna, a candidata Rosinha Garotinho (PMDB) terá vencido a eleição já no primeiro turno.
Ontem, o presidente do TSE afirmou em entrevista que é favorável à manutenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro durante segundo turno. O governador do Estado já manifestou o desejo de manter as tropas mesmo depois do período eleitoral.
Redação Terra