São Paulo

Segunda, 6 de outubro de 2008, 12h07 Atualizada às 13h15

"O Politizador" é eleito vereador em Campinas

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O Politizador (PMN) é eleito em Campinas
O Politizador (PMN) é eleito em Campinas
Rose Mary de Souza/Especial para Terra

Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

Após seis tentativas a cargos políticos, Antônio Francisco dos Santos, "O Politizador" (PMN), conseguiu se eleger à Câmara Municipal de Campinas. Em 25 anos de pregações políticas com seu inseparável megafone, além de vereador, ele já concorreu a deputado estadual.

"O Politizador" conquistou 2.037 votos, o que representa 0,37% do total de votos válidos. A câmara de Campinas dispõe de 33 vagas a vereadores e ele ficou com a penúltima vaga. A eleição foi disputada por 560 candidatos aptos dos 700 candidatos iniciais. Campinas tem 724.143 eleitores inscritos.

Seu partido se coligou com mais outras 11 siglas da chapa Unidos Por Campinas do prefeito reeleito em primeiro turno Hélio de Oliveia Santos (PDT) que alcançou 67,03% ou 371.083 votos válidos.

Em sua caminhada ao Chuí em protesto pela redução da Costa Marítima Brasileira de duzentas para dezessete milhas, foi chamado de politizador devido as suas declarações. "A partir daí encorporei o nome O Politizador".

Megafone
"Prometo cumprir a Lei Orgânica. Serei um fiscalizador vigilante", diz O Politizador em sua incansável jornada pelas vias publicas de Campinas. "Sou um defensor das causas justas e conquistas adquiridas", fala.

Sua pregação de protesto se limitava a frases curtas de assuntos do dia-a-dia e temas do cenário político nacional e local. Seu local preferido é o calçadão da Rua 13 de Maio, no centro, que concentra o comércio popular e circulação de milhares pessoas todos os dias.

O Politizador afirmou que levará o megafone para onde for e não pensará duas vezes antes de usar caso seja impedido de se pronunciar. "Sou o porta-voz dos mais necessitados", disse ele

Rapadura
José Francisco dos Santos foi fotógrafo e vendedor ambulante. Nos anos 80, ficou conhecido por Tonhão da Rapadura quando decidiu protestar contra o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Tempos depois, fez greve de fome para a redução dos preços do arroz e feijão. "Fui perseguido pela vigilância sanitária", lembra, contando que foi impedido de vender rapadura e pôs fogo na carrocinha de doces.

Fã do ex-presidente americano Abraão Lincoln, de quemcopia o corte da barba , "O Politizador" já gastou muita sola de sapato e se diz um conhecedor dos anseios populares. Apoiou o movimento das Diretas Já, viajou a pé de Campinas a Brasilia para a festa da primeira posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esteve no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.


Especial para Terra