Aracajú (SE)

Domingo, 5 de outubro de 2008, 19h16 Atualizada às 02h47

Edvaldo Nogueira é reeleito em Aracaju

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O prefeito Edvaldo Nogueira (PcdoB) foi reeleito neste domingo prefeito de Aracaju, capital de Sergipe. Com os votos totalizados, Nogueira obteve 51,72% dos votos válidos, seguido do oposicionista Mendonça Prado (DEM) com 21,73%, e venceu a eleição no primeiro turno.

O balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral indica que 6,29% anularam o voto, enquanto 3,63% votaram em branco. O índice de abstenção registrado na capital sergipana chegou a 15,2%. Em terceiro lugar ficou o candidato Almeida (PMDB) com 17,73% dos votos válidos, seguido de Anderson Gois (PCB) com 5,46% e Vera Lúcia (PSTU) que obteve 3,35% do pleito.

Edvaldo Nogueira é o quinto prefeito de capital a conseguir a reeleição, segundo dados até o momento da Superior Tribunal Eleitoral de Brasília.

A chapa de Nogueira recebe o apoio de 14 partidos da coligação Todos por Aracaju (PRB-PDT-PT-PSL-PTN-PSC-PR-PPS-PSDC-PMN-PSB-PRP-PSDB-PcdoB) e traz como vice o ex-assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, Sílvio Alves dos Santos (PT). O candidato liderou as primeiras pesquisas do IBOPE e sofreu leve queda no período que antecedeu o pleito.

Durante a campanha eleitoral, o prefeito recebeu críticas da candidata Vera Lúcia Pareira da Silva (PSTU) pelas alianças realizadas com outros partidos. Nogueira destacou ao longo da propaganda eleitoral gratuita as obras da prefeitura de Aracaju construídas nos últimos dois anos, e utilizou depoimentos do hoje governador de Sergipe e ex-prefeito da capital, Marcelo Déda (PT), além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A convenção que anunciou a candidatura do atual prefeito de Aracaju ocorreu na tarde do dia 30 de junho, quanto foi feita a primeira coligação para a chapa com o PT e decidido seu vice. Os demais partidos que apóiam Nogueira formaram quatro diferentes coligações para a eleição dos vereadores.

Na chapa com o vice José Alves Dantas Filho, o Zé Alves (PtdoB), Lima encabeça a coligação A Gente Pode (PMDB-PTB-PHS-PTC-PV-PRTB), que sofreu rumores de que alguns partidos cogitaram desistir da aliança, com a justificativa de não terem recebido a devida atenção do candidato.

A confirmação da candidatura do peemedebista foi precedida por disputas internas pelo comando do PMDB. A tensão foi criada entre Lima e seu primo, o deputado Jackson Barreto, seu antigo aliado de chapa em 1990, ano em que Barreto se elegeu prefeito da capital de Sergipe e Lima foi o vice. Em 1992, quando Barreto renunciou ao mandato para disputar o governo do Estado -derrotado pelo atual deputado federal Albino Franco -, Lima assumiu a prefeitura da cidade.


Redação Terra