Maceió

Domingo, 5 de outubro de 2008, 17h55 Atualizada às 19h13

Candidato faz denúncia de fraude em urnas de Maceió

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Cícero Almeida disse que eleitores relataram que, ao digitar 11 na urna, aparecia a foto da candidata adversária, Solange Jurema
Cícero Almeida disse que eleitores relataram que, ao digitar 11 na urna, aparecia a foto da candidata adversária, Solange Jurema
Bruno Soriano/Especial para Terra

Bruno Soriano
Direto de Maceió

O atual prefeito e candidato à reeleição de Maceió, Cícero Almeida (PP), esteve no final da tarde deste domingo, na sede do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), para formalizar uma denúncia de fraude em algumas urnas eletrônicas. Acompanhado de advogados, prestou esclarecimentos ao desembargador Estácio Gama, presidente do TRE, sobre as declarações que fez quando votou nesta manhã.

O candidato relatou à imprensa que seus eleitores estariam se surpreendendo com a aparição, na urna, de número e foto da candidata adversária, a tucana Solange Jurema. "Sabemos que o assunto preocupa esta Casa, que trabalhou para garantir que estivéssemos livres de quaisquer indícios de irregularidade no pleito. O candidato Cícero Almeida contratou uma assessoria para fiscalizar todo o processo, capacitando fiscais. Mas nesta manhã, recebemos inúmeros telefonemas dando conta de que, ao digitar o número 11, o eleitor via na urna o número 45", relatou o advogado de Almeida, Daniel Brabo.

A irregularidade teria ocorrido em pelo menos duas sessões das Escolas Rosalvo Lobo, no bairro do Jacintinho, e Lamenha Lins, no Centro de Estudos de Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro do Farol. "Somente eu recebi 30 telefonemas dando conta desse tipo de irregularidade", emendou o advogado.

"Estou preocupado. Não podemos pecar por omissão. Vamos suspender a votação nestas sessões e tomar posições sérias. Não vai ficar como ficou anteriormente", comentou o desembargador Estácio Gama, lembrando o episódio das eleições de 2006 para governador em Alagoas, quando surgiram boatos de que o processo foi fraudado.

O prefeito afirmou acreditar que a "justiça será feita". "Jamais eu colocaria esta Casa sob suspeita. Só trouxemos o caso porque até o presidente do TSE, ministro Ayres Brito, já afirmou que a urna não é 100% segura. Chega de escândalos", resumiu o prefeito.

Logo após a audiência convocada pelo presidente do TRE-AL, juízes acompanhados do próprio desembargador deslocaram-se às escolas citadas para a apuração da denúncia.


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