Atualizada às 15h35
Bruno Soriano
Direto de Maceió
O candidato a prefeito de Maceió pelo PT, Judson Cabral, votou também na Escola de Ensino Fundamental Orlando Araújo, no bairro de Pajuçara. Judson voltou a criticar o candidato à reeleição, Cícero Almeida, afirmando acreditar no segundo turno, apesar de as pesquisas eleitorais apontarem vitória de Almeida em primeiro turno.
O candidato mantém a esperança de levar a disputa ao segundo turno. "Percorri várias sessões neste domingo e percebi que a sociedade tem reagido, apesar de saber que ainda há muito mercador de voto em Alagoas. Ela demonstrou querer mudança após os debates, porque somente por meio deles é que se consegue a plena democracia neste processo", finalizou o petista, que - apesar das trocas de ofensas - considerou o guia eleitoral deste ano propositivo.
Agra diz que eleição é atípica
O candidato Mário Agra (Psol), que votou no Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (Cefet-AL), considerou o processo eleitoral "atípico" na capital. Agra afirmou ter se assustado com o clima de "já ganhou" do candidato à reeleição, Cícero Almeida (PP).
Já com relação à possibilidade de o adversário - favorito nas pesquisas - vencer já no primeiro turno, Mário Agra é cauteloso. "Prefiro aguardar um pouco mais. Na eleição passada, outro candidato, que não o atual governador, estava cotado para vencer ainda no primeiro turno e acabou perdendo a eleição", recordou Mário.
Candidato do PSTU pega ônibus lotado para votar
O candidato Manoel de Assis (PSTU) votou na Escola Rotary, no bairro do Tabuleiro do Martins, depois de, segundo ele, ter pegado um ônibus lotado. Manoel, que obteve apenas 1% nas pesquisas de intenção de voto, afirmou estar satisfeito com a apresentação de uma alternativa à classe trabalhadora, 'contra os empresários'.
"Tivemos apenas dois minutos no guia eleitoral da TV. Fizemos tudo dentro de nossas possibilidades, sem grandes produções", destacou o candidato, que chegou ao local de votação sozinho. "Apresentamos a verdadeira alternativa socialista, voltada ao assalariado, àquelas pessoas que, como eu, andam de ônibus e moram na periferia. Vamos continuar defendendo as greves, fortalecendo os movimentos sociais", emendou o candidato.
Manoel de Assis ressaltou que, apesar da simplicidade da campanha, sua candidatura 'incomodou muita gente'. "Uma das candidaturas dos ricos chegaram a mover uma ação contra nós", recordou o candidato.
Especial para Terra