Macapá (AP)

Domingo, 5 de outubro de 2008, 15h13 Atualizada às 15h16

Candidatos de Macapá votaram com tranquilidade

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Alcinéa Cavalcante
Direto de Macapá

Os três principais candidatos a prefeito de Macapá, capital do Amapá, votaram pela manhã. Acompanhado da mulher, dos filhos e da vice, Helena Guerra, Roberto Góes (PDT) foi o primeiro a votar na Escola Estadual José de Anchieta, às 9h40. "Estou confiante na vitória, fiz o que tinha que ser feito, discuti minhas propostas de governo com a sociedade que foi muito receptiva", disse ele aos jornalistas ao deixar a cabine de votação.

Camilo Capiberibe (PSB) votou às 10 horas da manhã, na Escola Estadual Guanabara. Ao lado do vice, Randolfe Rodrigues (PSOL), ressaltou que fez uma campanha limpa, mas que cabe ao povo decidir qual dos sete candidatos irão governar Macapá nos próximos quatro anos.

Lucas Barreto (PTB) chegou a Escola Gabriel de Almeida Café, às 11h, ao local de votação acompanhado da mulher, das filhas e de assessores. Disse estar muito confiante na vitória porque sente na comunidade o desejo de mudança.

As eleições transcorrem num clima de tranqüilidade em Macapá. Apenas 11 urnas apresentaram problemas técnicos, mas foram imediatamente substituídas por outras urnas eletrônicas.

Até o meio-dia, 23 pessoas foram presas em Macapá fazendo boca-de-urna. Onze estão na carceragem da Polícia Federal e 12 no quartel do Corpo de Bombeiros, ao lado do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

O vereador Charly Jhony (PP), candidato à reeleição, foi preso ontem pela Polícia Federal (PF) junto com a mulher, um irmão e um assessor. No momento da prisão, os quatro portavam cadastro de eleitores e uma grande quantidade de dinheiro dividida em notas de pequeno valor, supostamente para compra de votos. Da PF o vereador e o grupo foram transferidos para o quartel da Polícia Militar onde continuam presos. Só serão liberados após pagarem uma fiança que totaliza R$ 25 mil.

O senador pelo Amapá, José Sarney (PMDB), votou às 10h na Escola Estadual Integrada de Macapá. No local de votação, manteve a mesma linha adotada durante toda a campanha, a de não declarar voto a nenhum dos candidatos.


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