Fortaleza (CE)

Domingo, 5 de outubro de 2008, 13h27 Atualizada às 14h20

CE: Luizianne Lins (PT) vota em Fortaleza

Luizianne Lins, candidata à reeleição pelo PT, vota em Fortaleza
Luizianne Lins, candidata à reeleição pelo PT, vota em Fortaleza
Rubens Venâncio/Divulgação

Bruno de Castro
Direto de Fortaleza

A prefeita de Fortaleza e candidata à reeleição, Luizianne Lins (PT), votou agora há pouco na seção 0001 da zona 112, localizada no anexo da Assembléia Legislativa do Ceará. A petista estava acompanhada do governador em exercício, Francisco Pinheiro (PT), do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), do senador Inácio Arruda (PCdoB), além de algumas lideranças locais do PT.

Luizianne abriu mão do carro oficial da prefeitura e chegou num carro popular vermelho. Ao descer, foi abordada pela imprensa e aplaudida por um grupo de militantes, que diziam: "é primeiro turno, é primeiro turno".

Ela agradeceu a manifestação, conversou com jornalistas e preferiu não comemorar vitória antes do tempo, apesar das pesquisas de intenção de voto indicarem decisão em seu favor ainda hoje. "Tenho algumas superstições e só declaro causa ganha depois que sair o último voto, porque o povo é quem decide", ponderou.

A petista comentou que o crescimento de candidatos como Renato Roseno (PSOL), que subiu 3% na última pesquisa, podem sim mudar o curso da eleição. Na opinião da candidata, "a decisão vai ser por poucos percentuais".

Apesar do tom ameno, Luizianne se disse otimista. "Apesar dos ataques, só tive alegrias nessa campanha", pontuou, com a filha de uma militante nos braços.

A candidata também lamentou o nível da campanha, que, para ela, poderia ter sido melhor. "Faltou sensibilidade principalmente das duas maiores candidaturas, que se preocuparam muito com picuinhas e estavam mal informadas sobre a situação da cidade. Das candidaturas que estão aí, nenhuma têm condição de governar Fortaleza", alfinetou.

Sobre os ataques do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que é de partido da base aliada de Luizianne, mas decidiu apoiar a ex-mulher, Patrícia Saboya (PDT), ela classificou a postura como "divergência de ideologia".

Contudo, ela falou que o reforço dele à pedetista é natural, pois Ciro tem a obrigação moral e cívica de apoiá-la. "Só achei desrespeitoso o tom dele à minha pessoa, porque, para chamar atenção, não é preciso baixar o nível", concluiu, complementando que, se tiver segundo turno, não tem preferência por adversário.


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