Maceió

Sexta, 3 de outubro de 2008, 15h01 Atualizada às 15h00

Collor faz campanha para filho no interior de Alagoas

 Fernando James disputa a prefeitura de Rio Largo
Fernando James disputa a prefeitura de Rio Largo
Bruno Gomes/Especial para Terra

Bruno Gomes
Direto de Alagoas

O ex-presidente da República e senador Fernando Collor (PTB) trabalha para tentar eleger seu filho, Fernando James (PTB), prefeito de Rio Largo. James é vereador e jornalista. O município se localiza 28km de Maceió. A arrecadação que gira em torno de R$ 3 milhões mensais é coordenada pessoalmente por Collor.

No último domingo, acompanhado de sua mulher, a arquiteta Caroline Medeiros, Collor - que deixou o Senado provisoriamente por 120 dias - cedendo a vaga à prima e assistente social Ada Mello, percorreu as ruas de Rio Largo para fortalecer a candidatura do filho. As pesquisas de intenção de voto já apontam vitória de seu principal adversário, o também vereador Toninho Lins (PSB). No município, ainda concorrem à prefeitura outros três candidatos: Professor Reinaldo (PCB), o vice-prefeito Marcos Vieira (DEM), e Drª. Eliza (PSC).

A disputa promete ser acirrada até os minutos finais. Órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público estão atentos ao clima de animosidade no município, que teve pedido de envio de tropas federais, formulado pelo juiz Mirandir César de Lima, da 15ª Zona Eleitoral que foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL).

Nesta sexta-feira, um homem identificado como cabo eleitoral de Fernando James foi detido sob a acusação de distribuir panfletos com frases que denegriam a imagem de Toninho Lins que é um dos candidatos adversário. Marcelo José dos Santos foi preso em flagrante e encaminhado a uma delegacia de plantão, na capital Maceió.

Já na superintendência da Polícia Federal "devido à caracterização de crime eleitoral", o acusado explicou ter recebido R$ 20 para distribuir os panfletos durante todo o dia. O pedido teria sido feito por um assessor do Fernando James, identificado apenas como Robinho. A assessoria do candidato negou a informação.

O citado panfleto lembrava o fato de o candidato Toninho Lins ter sido indiciado na Operação Taturana, que investigou o desvio de quase R$ 300 milhões dos cofres da Assembléia Legislativa de Alagoas. No esquema, Toninho teria sido "laranja" do deputado estadual João Beltrão (PMN) também indiciado.


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