Atualizada às 20h41
Alcinéa Cavalcante
Direto de Macapá
O juiz Rogério Funfas, da 6ª zona eleitoral do Amapá, cassou ontem os registros de candidatura a prefeito de Santana - o segundo maior município do Estado - de Geovani Borges (PMDB) e Antônio Nogueira (PT). O juiz declarou também a inelegibilidade dos dois por três anos.
Geovani Borges é ex-deputado federal, ex-prefeito de Santana e irmão do senador Gilvam Borges. Antônio Nogueira é o atual prefeito e concorre à reeleição. Os dois estão recorrendo ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP).
A candidatura de Antônio Nogueira foi impugnada após ação movida pelo candidato a prefeito do PTB, Rosemiro Rocha, que também já administrou o município. Rosemiro alegou que o petista cometeu abuso de poder político, ao firmar convênio com o governo federal para asfaltar algumas ruas da cidade durante o período da campanha eleitoral.
Nogueira também é acusado de usar o programa Bolsa Família como moeda de troca para conseguir votos, além de prometer emprego na prefeitura para quem votasse nele.
Por outro lado, a cassação de Geovani Borges aconteceu após representação apresentada por Nogueira, que acusou o candidato do PMDB de abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo a ação, jornais e emissoras de rádio e televisão pertencentes à família Borges teriam ferido a legislação eleitoral apresentando propaganda política de Geovani fora do horário permitido por lei e veiculado propaganda negativa contra Nogueira.
Geovani também foi denunciado por supostamente ter distribuído combustível a eleitores da cidade. Em setembro, a Justiça Eleitoral apreendeu mais de R$ 30 mil em vales-combustível em um posto. Em depoimento a gerente do posto admitiu que era a campanha de Geovani que pagava pelo combustível fornecido em troca dos vales.
No comitê de Geovani, também foram apreendidas carteirinhas com foto e dados de eleitores, que supostamente seriam uma espécie de "garantia" de que o voto se converteria em emprego na prefeitura. A Justiça também apurou que os eleitores eram informados de que as carteirinhas continham um chip para monitorar o voto de cada um.
Especial para Terra