João Pessoa (PB)

Sexta, 3 de outubro de 2008, 08h26 Atualizada às 08h40

Prefeito de João Pessoa é acusado de "mensalão" por ex-aliado

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Beth Torres
Direto de João Pessoa

Os ânimos estavam acirrados no último debate com os candidatos a prefeito de João Pessoa (PB), realizado pela TV Cabo Branco, afiliada da TV Globo na noite desta quinta-feira. O ponto alto do debate foram as trocas de acusações entre o candidato à reeleição, Ricardo Coutinho (PSB), e Francisco Barreto (PTN), antigos aliados políticos.

Barreto, que já foi secretário na atual gestão, chegou a dizer que teria documentos que provam que Coutinho pagava "mensalão" a vereadores e no final do debate disse que concederia entrevista coletiva para apresentar o material. Coutinho negou a acusação.

As acusações começaram depois que Barreto abordou o assunto carreira pública e desafiou o candidato do PSB a admitir que teria contratado 5 mil funcionários terceirizados durante a sua gestão. Barreto disse que abriria mão da sua candidatura caso Ricardo provasse que não teria contratado esta quantidade de servidores.

Já Ricardo Coutinho acusou Barreto de ter empregado um filho na prefeitura e de ter concedido gratificações sem a sua autorização quando secretário municipal. Isso, segundo ele, teria motivado o afastamento do candidato do PTN da secretaria de Administração. Barreto se defendeu afirmando que seu filho nunca foi assessor, e sim contratado para ser estagiário de informática.

O candidato José Rodrigues (PHS) aproveitou o espaço para fazer críticas ao atual prefeito. Rodrigues já pertenceu ao mesmo partido de Coutinho, o PSB, e deixou a legenda devido a discordâncias em relação ao partido sair com candidatura própria em 2006. Um dos temas que abordou foi a habitação e disse que todos os candidatos teriam condições de construir residências.

As intervenções de João Gonçalves (PSDB) serviram para fazer críticas à administração municipal, principalmente nas áreas de saúde, funcionalismos público e tributos. Ele disse que o atual prefeito fechou hospitais e não garante atendimento médico de qualidade para a população. Criticou a contratação de comissionados e prestadores de serviço e a falta de realização de concursos públicos.

O candidato Marcos Dias (Psol) abordou os temas comércio informal e transporte alternativo. O candidato afirmou que o atual gestor, quando deputado estadual, defendia a regulamentação dos transportes alternativos e que os camelôs trabalhassem nas ruas, e agora se posiciona de forma contrária, inclusive retirando os ambulantes das ruas através de "pancadaria". Ele disse que o Psol defende essa regulamentação e a liberação das ruas para que os ambulantes possam trabalhar.

O debate foi mediado pelo jornalista Delis Ortiz e não contou com a participação da candidata do PCO, Lourdes Sarmento, pelo fato da sua legenda não ter representatividade na Câmara Federal.


Especial para Terra