Porto Alegre (RS)

Sexta, 3 de outubro de 2008, 00h09 Atualizada às 03h44

Último debate em Porto Alegre tem ataques a Fogaça

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Seis candidatos participaram do último debate
Seis candidatos participaram do último debate
Cristian Costa/Divulgação

Cristian Costa
Direto de Porto Alegre

O último debate entre os candidatos à prefeitura de Porto Alegre ocorreu na noite desta quinta-feira no teatro da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). Ele foi promovido pela RBS TV, filiada da Rede Globo no Estado. A três dias das eleições, o evento foi pautado por ataques entre os adversários, especialmente contra o candidato à reeleição José Fogaça (PMDB).

Além de Fogaça, participaram do debate Luciana Genro (Psol), Manuela D'Ávila (PCdoB), Maria do Rosário (PT), Nelson Marchezan Junior (PSDB) e Onyx Lorenzoni (DEM).

Em um dos momentos em que pôde questionar o peemedebista, Rosário afirmou que Fogaça só fez obras na véspera da eleição e que não pretende fazer isso. Os candidatos também aproveitaram os momentos em que podiam fazer perguntas entre si para criticar a atual gestão frente à prefeitura.

Manuela declarou que o governo atual foi muito tímido em suas ações e Rosário afirmou que o peemedebista só se preocupa com questões genéricas e que o trânsito "está parado" em Porto Alegre. Ela citou obras viárias de quando o PT adminsitrava a capital.

Onyx acusou o cartão de transporte público Tri de servir aos empresários e não ao trabalhador. O democrata falou que a verdadeira solução para o transporte coletivo é a criação da passagem única.

Luciana Genro também fez críticas ao transporte coletivo da capital. A candidata acusou a empresa pública Carris de estar "sucateada" desde que sua administração foi assumida pelo PPS, partido do vice de Manuela, Berfran Rosado.

Fogaça respondeu às críticas enumerando suas obras frente à administração pública. O peemedebista lembrou que pegou a prefeitura "no vermelho" e sem poder de investimentos.

Rosário discordou da afirmação do prefeito. Para a petista, o governo João Verle (PT) deixou a prefeitura planejada e com as contas equilibradas.

Marchezan criticou o planejamento da cidade. Para o tucano, os últimos 20 anos não foram direcionados para a população, e sim para os partidos. "Houve uma partidarização da administração pública", declarou.

Troca de farpas

Manuela propôs criar a Secretaria de Desenvolvimento. Onyx Lorenzoni discordou da adversária e disse ser "totalmente contra" a criação de uma nova pasta. O democrata, ao contrário, afirmou que vai reduzir para 14 o número de secretarias, que hoje são 24.

Questionado pelo candidato Onyx Lorenzoni sobre se ficaria do lado dos empresários ou do povo, a candidata Manuela D'Ávila disse que, mais do que lado, o importante é não entrar em uma "guerra de versões", que é o que o eleitor tem assistido durante a campanha.

A candidata petista pediu dois diretos de respostas quando sua antiga colega de partido, Luciana Genro, acusou-a de ter apoio da "turma do José Dirceu" e não do ex-governador Olívio Dutra, como defende a petista. Ambos foram negados.

Educação

Outro tema abordado com freqüência entre os candidatos foi a educação. Fogaça propôs a ampliação do número de Creche-Escolas na capital. Onyx afirmou que esta é uma questão fundamental para a mãe de família poder trabalhar com segurança sabendo que seu filho está bem cuidado.

A candidata Maria do Rosário destacou que, nos 16 anos em que o PT esteve à frente da prefeitura, nenhuma criança ficava fora da escola.

Saúde

Marchezan reafirmou que, se eleito, a saúde vai ser "prioridade" absoluta. A candidata Luciana Genro prometeu cortar 70% dos Cargos de Confiança (CCs) e investir esses recursos na saúde.

Manuela disse que não basta pintar postos de saúde; segundo ela, é preciso aplicar recursos no setor para que a população tenha um atendimento de qualidade.

Ausências

A candidata Vera Guasso (PSTU) não participou do debate porque seu partido não tem representantes no Congresso Nacional. Apesar do PHS ter representatividade, o candidato da sigla à prefeitura de Porto Alegre, Carlos Gomes, abriu mão de participar do debate em troca de ser entrevistado no Jornal do Almoço.


Redação Terra