Aracajú (SE)

Quarta, 1 de outubro de 2008, 08h25 Atualizada às 08h24

Prefeito não comparece a debate em Aracaju e vira alvo de críticas

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Cássia Santana
Direto de Aracaju

Em Aracaju, o prefeito e candidato à reeleição, Edvaldo Nogueira (PCdoB), não compareceu ao debate promovido pela Assembléia Legislativa entre os cinco candidatos que disputam a prefeitura da capital de Sergipe. Pela ausência, Nogueira foi taxado pelos concorrentes de "prefeito fujão" e "candidato invisível".

O debate, que teve duração de quase duas horas, foi transmitido ao vivo pela TV Alese, emissora mantida pelo Poder Legislativo Estadual, que teve como mediador o jornalista Casemiro Neto, profissional cedido pela TV Bahia, afiliada da Rede Globo em Salvador.

Os candidatos Almeida Lima (PMDB), Mendonça Prado (DEM), Vera Lúcia (PSTU) e Anderson Góes (PCB) lamentaram a ausência do prefeito e fizeram críticas à administração municipal.

O debate foi dividido em cinco blocos, um para a apresentação dos candidatos, dois reservados a perguntas feitas entre os próprios candidatos, um dirigido a perguntas formuladas por cinco jornalistas sergipanos de diferentes veículos, de forma que cada profissional dirigisse uma pergunta a um candidato sorteado, e o último para as considerações finais de cada candidato.

Os candidatos Anderson Góes e Almeida Lima tentaram desqualificar as perguntas dos jornalistas. Houve ameaça de bate-boca entre eles e os profissionais, mas o clima voltou à normalidade com a interferência equilibrada do mediador. Dois jornalistas se sentiram ofendidos, pediram direito de resposta, mas os organizadores do debate rejeitaram os respectivos pedidos, entendendo que direito de resposta estaria restrito aos candidatos.

Pela regra do debate, mesmo que ausente o candidato, a pergunta dirigida por jornalistas seria formulada. "O candidato, que está em casa assistindo a este debate, poderá responder amanhã, por telefone, talvez", brincou o mediador. Porém, o jornalista sorteado para fazer pergunta ao prefeito, recusou-se a formulá-la, alegando que não tinha condições de fazer pergunta dirigida a uma cadeira vazia.

A exceção destes episódios, o debate transcorreu com tranqüilidade. Os candidatos apresentaram suas respectivas plataformas de governo, destacando como ponto prioritário a atenção às áreas da saúde, educação e desenvolvimento social, urbanístico e transportes.

Nestes temas, Góes defendeu a criação de uma universidade pública municipal, com abrangência aos municípios da grande Aracaju, a partir de um consórcio entre as prefeituras. Vera Lúcia defendeu a estatização dos transportes públicos como forma de quebrar o monopólio privado e oferecer melhores serviços à população.

O candidato Almeida Lima dividiu sua plataforma de governo em três eixos de desenvolvimento, nas áreas social, econômica e urbanista. Prometeu a construção de pelo menos três hospitais, que atendam distintamente homens, mulheres e crianças, e a abertura de largas avenidas para solucionar os problemas do trânsito da cidade.

Já o deputado Mendonça Prado prometeu retirar os equipamentos de controle de velocidade das ruas da cidade, os conhecidos pardais, e acabar com os estacionamentos privados na área central, explorados por uma empresa privada.

O prefeito encaminhou para a comissão organizadora do debate uma correspondência justificando a ausência. No documento, Nogueira informa que os coordenadores de sua campanha teriam se reunido no início da semana passada e definido que ele só participaria de dois debates: um promovido por um canal fechado e outro por um canal aberto.

O debate produzido em canal fechado foi realizado na quinta-feira da semana passada, promovido pela TV Cidade, um canal da Net, e o próximo debate, em canal aberto, acontece na próxima quinta-feira, promovido pela TV Sergipe, afiliada da Rede Globo.


Especial para Terra