Atualizada às 03h57
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| Os candidatos à prefeitura de São Paulo participam de debate na Rede Record |
| Hermano Freitas/Terra |
No quarto bloco do penúltimo debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo no primeiro turno, Paulo Maluf (PP) atacou os concorrentes e foi alvo de várias críticas por parte dos adversários. Soninha Francine (PPS) lembrou que o candidato do PP disse que se Pitta não fosse um bom prefeito, as pessoas não deveriam mais votar nele. "É difícil seguir os seus conselhos?", perguntou a candidata.
Maluf disse que há 41 anos está no mesmo partido. "A Soninha saiu do PT e foi para o PPS". O ex-prefeito respondeu que não fica em cima do muro e que quando Soninha anda de bicicleta pela cidade, passa por obras de sua administração. O candidato ainda citou uma matéria jornalística na qual Soninha teria dito que fuma maconha. Logo depois, Maluf foi advertido por ter infringido as regras do debate levando material de fora.
Maluf fez uma pergunta a Marta Suplicy (PT) sobre transporte e disse que ela deixou a prefeitura quebrada. "Porque a senhora deixou 92 obras paradas. Só deixou dois túneis de rico. Os únicos túneis no mundo que acabam em semáforos", atacou Maluf.
A petista respondeu que o sonho de Maluf é "asfaltar o Tietê". "Maluf eu não te levo mais a sério, dou risada", disse Marta ao citar uma obra de um túnel de Maluf que teria desabado em 1994.
Ciro Moura (PTC) acusou Alckmin de ter criado o "monstro do PCC" (facção criminosa Primeiro Comando da Capital) quando foi governador e perguntou ao tucano como ele enfrentaria o crime organizado. "Não tenho medo de enfrentar crime organizado", afirmou Alckmin. Em seguida, o candidato do PSDB falou sobre sua gestão no governo no Estado e perguntou "a quem serve o candidato Ciro Moura?".
Marta perguntou a Soninha quais seriam suas propostas para combater a mortalidade infantil e a gravidez na adolescência. A candidata do PPS disse que o problema é social e que devem ser feitos investimentos em educação. "Não é só por falta de informação, mas também por falta de perspectiva", disse Soninha.
A petista disse que a prefeitura deu continuidade aos projetos de sua gestão, mas que não os está levando adiante. "Diminuímos a incidência de câncer de colo de útero", disse ela sobre sua adminsitração.
Gilberto Kassab (DEM) perguntou o que Ivan Valente (Psol) achava do projeto de banda larga gratuita para toda a cidade proposto por Marta. Valente disse que Kassab e Alckmin tinham ligação com Pitta. "Tudo é respondido com banda larga e antena. Vamos acabar com a incoerência e vamos discutir São Paulo", disse.
O prefeito respondeu que o projeto de Internet gratuita da petista não é viável e que ele continuará apostando nos telecentros, "priorizando ainda mais recursos".
Renato Reichmann (PMN) perguntou a Kassab por que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não funcionavam 24 horas. O democrata respondeu que algumas unidades já funcionam fora do horário comercial e atacou Marta Suplicy. "Investimos o dobro que Marta em saúde e educação. Vou continuar investindo".
Geraldo Alckmin manteve o debate em torno do tema saúde e perguntou a Reichmann qual seria sua proposta. O candidato do PMN voltou a falar sobre as UPAs. "Eu prefiro tratar gripe em UPAs do que esperar cinco dias em um pronto-socorro".
Alckmin disse que como médico é seu dever melhorar a saúde. "Faltam 1,5 mil médicos e remédios. Precisamos equipar o programa saúde da família e construir centros de especialidade", disse.
Redação Terra