Atualizada às 03h46
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| Os candidatos ao pleito eleitoral na capital paulista durante debate na Record |
| Zanone Fraissat/Futura Press |
No terceiro bloco do penúltimo debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo no primeiro turno, os candidatos Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) atacaram o prefeito Gilberto Kassab (DEM) por sua ligação com a administração do ex-prefeito Celso Pitta. "Eu apoiei Serra na eleição que ele perdeu. Ele apoiou Pitta e foi secretário do Pitta", disse o tucano.
Marta chegou a elogiar o adversário do PSDB ao atacar Kassab. "O Alckmin falou muito bem. Quando o senhor foi secretário do Pitta, foram criadas as escolas de lata", afirmou.
O prefeito se defendeu dizendo que já tinha se afastado da administração de Pitta quando foram criadas as escolas de lata. "Fazia oito meses que eu tinha deixado o governo", disse.
Sobre Alckmin, Kassab disse que ele está "irreconhecível" desde que caiu nas pesquisas. "Ele me convidou para conversar, me chamou para ir à casa do lideranças do PSDB", falou. Na discussão, os candidatos ainda compararam os centros de educação unificada (CEUs) dos governos. Marta afirmou que Kassab "copiou mal", diminuindo os tamanhos das piscinas e Kassab disse que os centros construídos em sua gestão são melhores.
Já o candidato Paulo Maluf (PP) se defendeu das acusações de não ter uma "ficha limpa". "Durante 41 anos de vida pública não tive uma condenação penal. Não se pode confundir processo com condenação. Processos eu tive muitos. (...) Eu tenho muito orgulho de ter minha ficha limpa", disse.
A candidata do PPS, Soninha Francine, comentou que Maluf a "surpreende". "Dizer que tem a ficha limpa? Se não me engano você nem poderia deixar o País agora, teria que ser representado por alguém no Executivo, se tivesse que representar o Estado no exterior", afirmou.
O candidato Ivan Valente (Psol) também atacou Maluf: "se eu deixasse você governar São Paulo, não teria espaço para árvore, ia ter só asfalto", falou.
Questionado por uma jornalista se julgava que tinha condições de vencer, o candidato Ciro Moura (PTC) afirmou que as "eleições são dia 5". "Mas a política tem regras e admite derrotas eleitorais. Essa é a minha quinta candidatura majoritária e nunca recebi tanto apoio nas ruas (...) Sou um homem digno, que não tem um tostão de dinheiro público, o que não se pode dizer da maioria que está aqui", disse.
O candidato pelo PMN, Renato Reichmann, afirmou que na última eleição que concorreu também não era citado nas pesquisas, mas que "140 mil pessoas" votaram nele. "É importante ter essa diversidade na eleição, é importante diversidade de idéias. Entender que quem está votando é o patrão", afirmou.
Redação Terra