Eleições 2008

Domingo, 28 de setembro de 2008, 08h58 Atualizada às 09h52

Saneamento básico deve ser prioridade em Rio Branco

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Uma das principais expectativas da população de Rio Branco (AC) é de que o prefeito que venha a ser eleito no dia 5 de outubro possa melhorar o saneamento básico local, foi o que revelou uma pesquisa feita pela Agência Brasil. Segundo a matéria, na capital do Estado, dos 188 bairros existentes, apenas 17% têm rede de esgoto e somente a metade dessa rede recebe tratamento. Pelas ruas da cidade, é comum encontrar quem esteja com problemas relacionados à falta d'água.

A esperança é de que no próximo dia 5 de outubro os problemas decorrentes da precariedade do saneamento básico municipal comecem a mudar. É o que deseja a prestadora de serviços gerais Helena Ferreira.

Moradora há 16 anos de um bairro na periferia, Helena revelou que precisa comprar água semanalmente para realizar atividades comuns em casa, como cozinhar, lavar louça e tomar banho. Além dos gastos extras para comprar água, a prestador de serviços, ainda tem que pagar a conta emitida todos os meses pela Administradora do serviço (não prestado) na cidade. "Na rua onde eu moro não tem água há 16 anos. Eu dependo de poço, dos vizinhos, de carregar água nos baldes ou comprar dos pipas. Custa R$ 10 uma caixa de água. Por semana, gasto R$ 30", relatou.

Para professora Ana Maria de Souza, os problemas relacionados à questão da água são freq6uentes e revela que faltam médicos e unidades de saúde na cidade. "Faltam postos de saúde nos bairros para atender à população. Priorizar a saúde do povo seria uma boa idéia", destacou.

O diretor do Departamento de Água e Saneamento do Acre, José Bestene, reconheceu os problemas existentes pela ineficiência do saneamento básico em Rio Branco, mas garantiu que a situação já está começando a melhorar. Conforme o diretor, a meta é chegar em 2010 com 70% de tratamento de esgoto e 100% de água tratada na cidade. "Sabemos, por meio de relatórios do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), que 85% das doenças endêmicas provêm das águas", declarou.


Agência Brasil