Macapá (AP)

Sexta, 26 de setembro de 2008, 06h27 Atualizada às 06h59

Problemas de infra-estrtura de Macapá desafiam candidatos

  • Notícias

Banhada pelo maior rio do mundo, o Amazonas, Macapá, a capital do Amapá, sofre com a falta de água potável e saneamento básico. Quatro de cada dez pessoas não têm acesso à água potável, segundo a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). O problema é ainda mais grave em relação ao saneamento básico. Apenas quatro de cada cem pessoas têm acesso à rede de esgoto na capital amapaense.

Na cidade, muitos bairros surgiram por meio de ocupações. Parte deles estão localizados ao longo do Rio Amazonas. Em algumas áreas periféricas, é possível ver grande quantidade de palafitas, casas improvisadas em cima dos mananciais.

O pesquisador e professor universitário em Direito Tributário e Ambiental, Paulo Mendes, afirmou que essa condição causa danos ao meio ambiente."É prejudicial ambientalmente, pois são áreas que foram aterradas para a ocupação humana. Não há esgoto, não há tratamento sanitário", disse o professor.

Para o taxista Paulo Ronaldo Amorim, que nasceu em Macapá há 33 anos, o problema da cidade está na falta de infra-estrutura. "Não temos uma infra-estrutura para suportar toda essa população que está vindo de fora", disse.

A a população de Macapá também reclama da deficiência na área da saúde. Na capital amapaense, apenas um pronto-socorro funciona 24h para atender a população de 344 mil pessoas. Os postos de saúde localizados em grande parte dos bairros nem sempre estão em funcionamento.

Enquanto aguarda o atendimento médico, Valdilene Albuquerque da Silva, grávida de cinco meses, reclamou da saúde pública. "É um posto pra sete ou oito bairros. Se a gente precisar de um socorro rápido a gente tem que ir para o único pronto-socorro daqui. São pucos profissionais, como é que vão dar conta?", disse

Para o primeiro secretário do Conselho das Comunidades Afrodescendentes, Adenor Souza, o futuro prefeito precisa dar mais atenção às políticas públicas voltadas para as populações quilombolas e indígenas, que vivem nas zonas rural e urbana de Macapá.

"Essas políticas públicas nunca chegam às nossas comunidades. Nós vemos aqui que não só as nossas comunidades quilombolas, mas também aos nossos irmãos índios são ignorados. A gente vê muita propaganda, mas não vê nada acontecer", disse Souza.


Agência Brasil