Goiânia (GO)

Terça, 23 de setembro de 2008, 21h57 Atualizada às 23h38

MP denuncia 4 por morte de candidato em GO

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Márcio Leijoto
Direto de Goiânia

Uma policial militar, o marido dela e outros dois homens foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por envolvimento no assassinato do candidato a vereador José Venceslau da Costa (PP), 46 anos, em Águas Lindas de Goiás, no entorno do Distrito Federal (DF).

De acordo com a denúncia, o motoboy Sebastião Alves Veloso, 28 anos, teria sido o autor dos disparos que mataram o político. O crime teria o planejamento da soldada da PM Jorginéia Abadia da Silva, 41 anos, coordenadora de campanha de um outro candidato a vereador, concorrente de José Venceslau.

O candidato foi assassinado logo após discursar em um comício no bairro Cidade do Entorno, na noite do dia 21 de agosto. Ele parou de falar e foi baleado em seguida, quando descia do palanque para falar com familiares.

Segundo a denúncia, Sebastião teria atirado duas vezes contra Venceslau, acertando a vítima na cabeça. Ele teria aproveitado o barulho dos fogos de artifício para encobrir os disparos e fugido a pé, deixando a arma do crime com o ajudante de serviços gerais Edivan José da Silva, 28 anos, e com o empresário Renato Batista da Silva, 38 anos, marido de Jorginéia. Os dois estariam em uma moto.

Em depoimento à polícia, o motoboy revelou que a soldada o teria procurado, alertando que um homem queria matá-lo. Ainda segundo Sebastião, a policial teria lhe emprestado a arma e informado a localização da pessoa para ele se prevenir e matá-la.

Ela, então, o levou até o comício. Sebastião teria visto José Venceslau e o teria confundido com um ex-vereador com quem teria tido uma rixa poucos dias antes.

Mas, de acordo com a denúncia do MP, a policial teria contratado os serviços de Sebastião para a execução de José Venceslau, que supostamente estava querendo matá-la. Na tarde de 20 de agosto, Jorginéia teria encontrado com Sebastião, teria lhe entregue a arma e mostrado a pessoa que era para ser assassinada.

O Ministério Público decidiu denunciar os quatro suspeitos por homicídio qualificado, sem citar motivação política pelo crime. Caso sejam condenados, as penas podem variar de 12 a 30 anos para cada um.


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