Rio de Janeiro (RJ)

Terça, 23 de setembro de 2008, 13h16

Deputada: MST tenta politizar traficantes da Rocinha

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Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro

A deputada federal Marina Magessi (PPS-RJ) afirmou hoje à CPI das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro que integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estão tentando politizar os traficantes que dominam a favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo Magessi, cerca de 20 membros do MST apóiam candidatos da comunidade e convencem os criminosos a realizarem uma revolução social.

A parlamentar disse que na posse do presidente da associação de moradores da Rocinha, Claudinho da Academia (que é candidato a vereador pelo PSDC e, segundo investigação da polícia civil, seria apoiado por traficantes da comunidade), havia bandeiras do MST e a presença do ex-coordenador nacional do movimento José Rainha.

"Eu me preocupo com a presença do MST na Rocinha, com o convencimento nos traficantes que mandam ali de que eles podem virar salvadores da pátria. Nós já tivemos isso antes com o Marcinho VP. O MST tem uma força política muito grande", alertou.

Ainda de acordo com Magessi, um dos perigos dessa relação é que o MST promove protestos com foice e facão, já o tráfico utiliza fuzis para fazer prevalecer a sua vontade.

Na época, José Rainha confirmou conhecer Claudinho da Academia, mas que não sabia que ele tinha se candidatado a vereador. Ele negou qualquer ligação com o tráfico de drogas e o envolvimento num esquema para obrigar eleitores a votar em um candidato pré-determinado.

Em nota, o MST informou que José Rainha não faz mais parte do movimento e que ele errou ao usar camisa do MST durante a posse de Claudinho da Academia.


Redação Terra