Eleições 2008

Domingo, 21 de setembro de 2008, 17h48 Atualizada às 19h40

Primeiro Código Eleitoral já previa uso de "máquina de votar"

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O primeiro Código Eleitoral do Brasil, de 1930, já previa o uso de meios eletrônicos para as eleições. A chamada "máquina de votar" pretendia tornar o processo mais ágil e neutro. O primeiro modelo foi apresentado na década de 60, mas nunca teve uso.

A automação começou a chegar à Justiça em 1985, quando foi realizado um alistamento eletrônico. Os eleitores foram recadastrados e receberam novos títulos. Naquele ano, o País tinha 69,3 milhões de votantes.

No pleito de 1989, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) unificou os dados recebidos dos Tribunais Regionais Eleitorais via modem. Já em 1996, 33 milhões de pessoas testaram as urnas eletrônicas. A primeira eleição totalmente informatizada foi a de 2000 e, segundo dados do TSE, desde então, foram computados 820.801.487 votos eletrônicos.

O primeiro protótipo da urna foi utilizado em outubro de 2006. A urna eletrônica foi desenvolvida por um grupo de engenheiros e pesquisadores brasileiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), ambas instituições governamentais.

Um dos responsáveis pelo projeto pela CTA Oswaldo Catsumi Imamura afirma que a urna é um computador desenvolvido para fazer uma tarefa específica: "o objetivo dele é coletar o voto do eleitor e armazenar esses dados de uma forma segura (...) e, ao término da votação na sessão eleitoral, gerar um resultado parcial dos votos que foram nele depositados".

Catsumi ainda explica que, para baratear a máquina, o projeto foi desenvolvido através de componentes de informática que já existiam no mercado. "Foi elaborado todo um estudo para que a gente pudesse fazer um projeto fechado, uma coisa exclusiva, mas que utilizasse a maior quantidade possível de componentes e peças que é encontrada no mercado de computadores pessoais", disse o pesquisador.

O custo médio de cada urna é de US$ 400 e o tempo de vida útil é, em média, de cinco eleições, ou seja, 10 anos. Neste ano, cada aparelho custou US$ 800 na licitação feita pelo TSE. Das 460 mil que serão utilizadas, 58 mil são novas.

O próximo passo é o uso de urnas biométricas, que possuem um sistema de identificação eletrônica por meio de impressão digital e foto do eleitor. Em 2008, 45 mil votantes testarão o novo modelo.


Agência Brasil