Atualizada às 11h02
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| Oito candidatos debateram propostas para a capital |
| Cristian Costa/Especial para Terra |
Cristian Costa
Direto de Porto Alegre
Pouco mais de 24 horas depois do debate da Rede Pampa, sete dos oito candidatos à prefeitura de Porto Alegre defrontaram-se novamente. Desta vez quem promoveu o encontro foi a Rede Bandeirantes.
Antes do debate, o clima entre os candidatos era amistoso. Onyx Lorenzoni (DEM) e Luciana Genro (Psol) conversavam sobre família. Maria do Rosário (PT) falava tranqüilamente com seus assessores minutos antes do evento. O último candidato a ingressar no estúdio da Bandeirantes foi José Fogaça (PMDB).
No primeiro bloco, a tradicional apresentação dos candidatos foi substituída por perguntas dos eleitores sobre temas como educação, transporte e moradia.
As perguntas livres entre os candidatos acirraram os ânimos. Fogaça, que no debate anterior foi duramente criticado pelos opositores, adotou a estratégia de perguntar para Carlos Gomes (PHS) para evitar respostas ou questionamentos mais contundentes de seus principais adversários.
O prefeito licenciado aproveitou também para afirmar que durante seu mandato realizou 655 obras na capital.
Luciana Genro, que antes do debate prometia manter a postura ofensiva em relação aos adversários, partiu para o ataque logo no início. Ela e o democrata Onyx disseram que falta segurança pública na cidade e que a prefeitura é omissa em relação ao tema.
Onyx também cobrou de Fogaça promessas da campanha de 2004, como a criação de uma tarifa única para o transporte público. O peemedebista respondeu que a medida está associada ao Projeto Portais da Cidade, que ainda não foi colocado em prática.
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) procurou sempre enaltecer quais seriam seus métodos para melhorar a gestão de saúde do município.
Mas o grande duelo da noite envolveu a petista Maria do Rosário e a comunista Manuela D'avila.
No segundo bloco, a candidata do PT falou que o PPS, partido do vice de Manuela (Berfran Rosado), foi responsável por ter "privatizado" o auditório Araújo Viana. "Fui contra esse ato e contei com o apoio da Jussara Cony", afirmou, fazendo referência a ex-deputada estadual correligionária de Manuela.
Rosário observou ainda que Manuela poderia não concluir seu mandato, pois não o tinha feito como vereadora da capital, entregando a cidade as "velhas raposas da política". A comunista respondeu que quem faz "alianças sem critério" é o PT e que Rosário já subiu em palanque de candidato que hoje critica.
Luciana Genro encerrou sua participação no debate falando que o telespectador não se iludisse com a briga entre as duas, pois ambas "são iguais" e votaram a favor da prorrogação da CPMF.
Especial para Terra