São Luís

Quinta, 18 de setembro de 2008, 05h50 Atualizada às 06h45

São Luís: João Castelo quer ser prefeito com ações na saúde

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Líder das pesquisas de intenção de votos em São Luís, no Maranhão, que apontam a possibilidade de ele vencer a disputa ainda no primeiro turno, o ex-governador João Castelo (PSDB), quatro vezes deputado federal e ex-senador, sempre com votações expressivas na capital, tenta agora ser prefeito da cidade pela primeira vez, com a promessa de construir um novo hospital de grande porte, colocar em funcionamento os postos de saúde dos bairros e acabar com todas as palafitas.

À frente da coligação São Luís Merece Mais (PSDBPSBPTC), João Castelo, que pretende ainda criar escolas profissionalizantes e desenvolver um "grande" projeto de turismo, caso se confirmem as pesquisas, é o entrevistado de hoje (18) da série de matérias especiais da agência Brasil com os candidatos  a prefeito das principais capitais do país.

João Castelo disse que a saúde será umas das suas prioridades. "Vamos fazer funcionar os postos médicos, os pequenos prontos-socorros, que hoje são de péssima qualidade e estão praticamente parados. Em segundo lugar, temos um projeto para  construir um novo hospital de emergência para atender pessoas com traumatismos, por exemplo", prometeu.

"São Luís, uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes, prestes a completar 400 anos, não tem sequer uma unidade de queimados, nem em hospitais públicos nem em particulares. Vamos construir um hospital novo de emergência para dar um atendimento digno à população e esse próprio hospital, que terá uns três andares, poderá atender também a outros tipos de necessidades, como um hospital-geral", disse Castelo, lembrando que o grande hospital da capital foi construído ainda em seu mandato como governador, há mais de 25 anos.

"Vou dar um tratamento prioritário à saúde porque aqui em São Luís ela está à beira do caos. Não só faltam postos de saúde, como temos que colocar para funcionar os existentes. Temos unidades mistas de saúde com mais de 20 leitos que estão praticamente fechadas, sem médico", constatou. "Não entendo como isso pode acontecer, até porque, pelos dados que tenho, a prefeitura recebe, em média, cerca de R$ 15 milhões por mês. Sabemos que para uma cidade do porte de São Luís esses recursos não são suficientes, mas não podemos também estar nessa situação de abandono".

Na educação, as metas, segundo Castelo, são a construção de creches e a capacitação de jovens e adultos. "Uma das coisas que mais reclamo é que São Luís não tem creches. Mães não têm onde deixar seus filhos pequenos e vamos procurar dar uma ajuda nessa área", afirmou.

"Outra coisa que nos preocupa é que cada bairro tenha sua escola. O deslocamento de crianças para outros lugares, além de encarecer o estudo para os pais, é muito ruim porque acaba desgastando o estudante. Temos que modernizar o sistema educacional, dar apoio aos professores, fazer com que eles se capacitem e estejam em condição de dar uma educação de qualidade", argumentou.

Segundo João Castelo, muitas grandes empresas irão, em poucos anos, para São Luís e, com isso, serão criados "milhares de empregos". Ele disse que quer aproveitar essa oportunidade e qualificar os estudantes para preencher essas vagas. "Umas das coisas que farei, se eleito, é cuidar pessoalmente disso. Vou conversar com as diretorias de todas as empresas, pedir o levantamento de todos os operários de que elas vão precisar, para que tenhamos aqui escolas específicas para profissionalizar esse pessoal. Essa é uma das maneiras de resolver o problema do desemprego, que aqui é muito grande", disse.

Para a área de segurança, João Castelo pretende investir em parcerias com o governo do estado e "reestruturar" a guarda municipal. "Vou colocar soldados nas praças e áreas públicas. Achamos que os ônibus precisam ter uma atenção especial para que andem com segurança, sem assaltos. Vamos restaurar as praças municipais para que as mães tenham tranquilidade para levar seus filhos a esses locais", prometeu o tucano.

"É muito importante restabelecer o programa Cosme e Damião, que são dois policiais andando nas ruas, nas praças, nas paradas de ônibus. Vamos ampliar o efetivo da guarda municipal, reestruturá-la e dar um caráter mais de segurança e não apenas de vigilância. Vamos procurar acabar com os lixões que existem por aqui, aprimorar a iluminação pública porque isso ajuda muita a coibir a violência. Isso tudo está previsto na minha programação", diz.

João Castelo promete ainda fazer da habitação social um marco na sua gestão. E a meta prioritária é acabar com todas as palafitas da capital. "Quando fui governador, construí a Cidade Operária, com 15 mil habitantes, e o Maiobão, com mais de 5 mil habitações, também foi feita no meu governo. Vamos implementar o programa Palafita Zero. que é um sonho, acabar com isso (todas as palafitas). Temos que buscar recursos onde tiver, aproveitar recursos dos PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), também para o saneamento, que é um dos problemas mais graves do Maranhão", disse.

Castelo também pretende investir na regularização fundiária, criando um órgão próprio para tratar da questão. "Vou criar na prefeitura um setor específico, com advogados especializados nessa matéria, para ter condições de regularizar a moradia de todos aqueles que vivem na cidade, principalmente quem passa por necessidade. Isso é prioridade", afirmou.

Para conservar o patrimônio histórico de São Luís, João Castelo prometeu "entrar de cabeça" no assunto, criar a Secretaria Municipal de Cultura e desenvolver um grande projeto para atrair mais turistas à cidade. "Em matéria de azulejos históricos e sobrados, São Luís é o maior do mundo, temos um acervo muito grande na área cultural, então vamos criar no município uma secretaria de Cultura, com fiz no estado em 1979, para colocar a cultura entre as prioridades, como ela merece", acrescentou.

"Vamos restaurar (os casarões) para aproveitar, junto com as bela praias que temos, com  o artesanato, o folclore e a culinária, desenvolver um grande projeto de turismo, porque a  indústria do turismo é a que mais emprega no mundo. Além de preservar, vamos gerar emprego", disse o candidato.


Agência Brasil