São Paulo (SP)

Segunda, 15 de setembro de 2008, 20h35 Atualizada às 21h49

SP: Alckmin confia em menor rejeição para ir ao 2º turno

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Luiz de França
Direto de São Paulo

O ex-governador de São Paulo e candidato à prefeitura da capital pelo PSDB, Geraldo Alckmin, disse estar confiante na alta rejeição da adversária Marta Suplicy (PT) no caso de existir um segundo turno com ele. "Nós estamos otimistas porque tenho a menor rejeição entre os demais candidatos e isso faz diferença no segundo turno".

A assessoria de comunicação de Marta Suplicy informou que a candidata está confiante porque tem as melhores, mais claras e objetivas propostas, ao invés do que classificou como "propostas vagas". De acordo com a assessoria, "trata-se de uma história que mostra a capacidade de transformar propostas em ações que mudam de fato a vida das pessoas como o caso do Bilhete Único".

A assessoria citou ainda os programas na educação com fornecimento de material escolar e uniformes, transporte escolar gratuito e os Centros Unificados Educacionais (CEUs), os Telecentros, programas sociais e as intervenções urbanas que mudaram a cidade.

Alckmin almoçou com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Alberto Moreno. Durante o encontro, eles conversaram sobre as eleições. "É imprevisível dizer quem vai ganhar as eleições aqui em São Paulo. Só vai se definir a partir do dia 20", acrescentou.

O candidato também negou que tenha mudado de tática e passado a atacar seus adversários apesar da mudança de tom inaugurado em seu programa de rádio e televisão com a troca do marqueteiro da campanha. "O que eu sempre coloquei é que vamos abordar os problemas de São Paulo e fazer comparações. Não há demérito à ninguém", afirmou.

Alckmin disse ainda sentir nas ruas um momento novo. "Médico tem um olho clínico e eu sinto as pessoas com ânimo", declarou. O candidato informou que vai intensificar o contato de corpo-a-corpo nas ruas.

Ao ser questionado sobre o conteúdo de uma de suas propagandas de rádio que remete ao tema medo da campanha de 2002, Alckmin destacou que "o partido não está copiando a tática utilizada naquele ano por José Serra contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não há nenhum medo. O que estamos colocando é a questão do segundo turno. Com a menor rejeição entre os candidatos, é mais forte a nossa candidatura para enfrentar o PT no segundo turno".

As declarações de Alckmin foram dadas após o encontro na Associação Comercial de São Paulo, onde apresentou sua proposta de governo e respondeu a questões feitas pelos associados. Uma das questões era a reversão do processo de esvaziamento da região central da cidade, estimulando a vinda de empresas e pessoas para morarem na área. Outra questão foi a redução de impostos.


Redação Terra