Eleições 2008

Quarta, 10 de setembro de 2008, 12h39 Atualizada às 12h48

Minc teme que desmatamento aumente nas eleições

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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que está preocupado com o possível aumento do desmatamento na Amazônia nos meses que antecedem as eleições de outubro. Ele acredita que há pressão política em decorrência do período eleitoral, o que pode levar prefeitos e governadores a evitar medidas impopulares para coibir crimes ambientais.

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"Não temos os dados de agosto, mas estou muito preocupado. Estou sobrevoando a Amazônia e tenho visto a floresta queimar em vários lados", disse Minc após reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Segundo o ministro, tem havido muita pressão política sobre prefeito e governadores. "Inclusive, pedi para ser feito um levantamento, não está pronto ainda, (para analisar) os meses antes de eleições. Nenhum prefeito e nenhum governador quer ser antipático na véspera da eleição", argumentou.

De acordo com Minc, historicamente, os meses anteriores às eleições são ruins em relação ao desmatamento. "Vi uma série (de queimadas) que ainda não estão tabuladas, mas tenho sobrevoado a Amazônia e tenho visto muitas queimadas em muitas áreas. Você fecha uma serraria em um lugar e, se não são criados empregos sustentáveis na mesma região, o sujeito vai desmatar 5 km adiante", disse o ministro.

Minc relatou que participou ontem de uma operação no Parque Nacional do Juruena (MT), em que viu "dezenas de crimes ambientais". "Desmatamento, queimada, gado (criado ilegalmente), aprendemos um caminhão com palmito ilegal, toras ilegais. Se em um parque nacional acontece isso, a situação não está segura e precisamos fazer um esforço muito grande de todos os ministérios para agilizar a execução do Plano Amazônia Sustentável", afirmou.

Para o ministro, a "luta de gato e rato" e a simples repressão não vão resolver o problemas do desmatamento. É preciso, segundo Minc, criar opções de renda sustentáveis para as pessoas que vivem na Amazônia.


Agência Brasil