São Paulo (SP)

Terça, 9 de setembro de 2008, 18h35 Atualizada às 19h35

Soninha e vereadora batem boca após denúncias

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A candidata à prefeitura de São Paulo Soninha Francine (PPS) na Câmara Municipal da cidade
A candidata à prefeitura de São Paulo Soninha Francine (PPS) na Câmara Municipal da cidade
César Hernandes/Divulgação

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A Câmara Municipal de São Paulo teve a primeira sessão plenária após as acusações da vereadora Soninha Francine (PPS) de que há barganha para a aprovação de projetos do Executivo na Casa, feita na sabatina do jornal O Estado de S. Paulo. A candidata a prefeita chegou a se refugiar no banheiro feminino para evitar bate-boca com a colega Claudete Alves (PT). Três policiais militares acompanharam a discussão, mas não chegaram a intervir.

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Logo no início da sessão, por volta de 15h, Claudete Alves (PT), aos gritos, dizia querer confirmar pessoalmente as informações que Soninha deu ao jornal -"Quero perguntar algumas coisas cara a cara"-. Outros vereadores também fizeram ataques à candidata durante seu tempo, como Gilson Barreto (PSDB). "Não é concebível que um ou outro vereador use artifícios para subir em pesquisas", disse.

A discussão entre as vereadoras começou após a chegada de Soninha ao plenário, por volta das 15h30. Ela saiu da sala de debates em direção ao banheiro e foi seguida por Claudete. Os gritos das duas foram ouvidos de dentro do plenário e a sessão foi interrompida.

Soninha se trancou no banheiro e Claudete seguiu gritando na porta por alguns minutos, só parando com a chegada de repórteres. "Se eu recebi dinheiro você vai ter que provar, você só quer subir em pesquisa", repetia Claudete. Soninha permaneceu trancada por 30 minutos.

O líder do Democratas na Câmara, vereador Carlos Apolinário, disse que "há pessoas que tem plena capacidade para serem jornalistas, comentaristas, mas não vereadores". Soninha fez críticas ao sistema de acordos políticos para a aprovação de projetos.

Em entrevista coletiva, a candidata disse que a sessão foi "menos acalorada" que em outras ocasiões. "Hoje foi bem menos agressivo do que em outros dias, porque tinha muita gente. Eu já me exaltei no plenário e chorei de raiva, então minha conduta também já não foi a mais equilibrada emocionalmente. A vereadora não entendeu que eu não estava a acusando de receber dinheiro. Acontece", disse Soninha.


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