Atualizada às 10h52
O programa de governo da candidata à prefeitura de São Paulo e Marta Suplicy (PT) classifica a desigualdade social como o maior problema enfrentado pela cidade na atualidade. A solução, de acordo com o programa de campanha da ex-prefeita, está no amparo às classes pobre e média.
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"Ampliar a inclusão dos mais pobres, apoiar a nova classe média paulistana e consolidar as classes médias. Trata-se de investir na emancipação das pessoas e nos negócios locais, de entrar na fase de ampliação sustentada de oportunidades", disse a candidata.
Marta aposta na sua eleição ressaltando as ações de sua gestão quando prefeita do município. "Peguei a cidade em um estado desastroso e consegui recuperá-la. Consegui pegar um PAS (Plano de Atendimento à Saúde), herdado da gestão Maluf e municipalizar a saúde, deixando a cidade em um estado para dar um passo avançado, diminuindo a mortalidade materno-infantil", afirmou a candidata em entrevista à Agência Brasil.
A ex-prefeita destacou suas realizações na área da saúde e dos transportes, hoje um dos graves problemas da cidade. "Retirei 8 mil clandestinos da cidade, que faziam um verdadeiro inferno no trânsito e enfrentei a máfia do transporte criando o Bilhete Único. Na educação, tive a idéia e consegui realizar os Ceus (Centros Educacionais Unificados)", disse.
A fluidez do trânsito também é uma preocupação destacada no plano de governo. De acordo com a petista, o problema crítico de São Paulo hoje está justamente na mobilidade urbana, um sistema de transportes insatisfatório e uma malha viária insuficiente que, juntos, ameaçam paralisar a cidade.
"Foram feitos na minha gestão 100 quilômetros de corredores de ônibus. E o que eu vi foi que os 200 quilômetros que deixamos preparados para a continuação, e que poderiam fazer uma diferença no trânsito na cidade, não foram feitos. O metrô, hoje, a cidade tem condição de investimento. Eu peguei os dois últimos anos Fernando Henrique, de grande recessão, e os dois primeiros de Lula, que foram anos também bastante difíceis. Tive que trabalhar com orçamento de R$ 15 bilhões. Hoje, a prefeitura trabalha com R$ 25 bilhões", explicou.
As propostas da prefeita para enfrentar a questão do trânsito incluem, em termos emergenciais, a integração do planejamento e das ações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Transporte (SPTrans); e a melhora, de imediato, do funcionamento dos corredores de ônibus, criando baias para ultrapassagem.
Também estão previstos no programa de governo a elaboração de um Plano de Transportes de Mercadorias; medidas estruturais, como a implantação de uma rede de transporte coletivo composta de metrô, trens e corredores de ônibus para toda a cidade, estendendo-se aos municípios vizinhos; a conclusão, nos próximos quatro anos, em parceria com o governo estadual, da implantação de 47,4 Km de metrô, e outros 228 Km de corredores exclusivos de ônibus no mesmo período.
Na área da educação, o programa de governo da ex-prefeita constata que a capital paulista está se convertendo em cidade da informação e da pesquisa. De acordo com os planos da petista, novos passos devem ser dados nesse campo, em especial na invenção de novas tecnologias urbanas.
"Temos que fazer um esforço gigantesco para estabelecer a rede Ceu. Toda criança que estuda em escola pública, mesmo que não tenha um Ceu, com aquela infra-estrutura, ela vai ter o Vai e Volta do transporte escolar para levá-la, para que ela tenha acesso à cultura, possa praticar esportes nos clubes da prefeitura, tenha acesso a esse conhecimento do século 21, que as crianças todas da cidade de São Paulo ainda não têm", disse.
A ex-prefeita ressaltou ainda a intenção de instalar banda larga em toda a cidade e de criar mais telecentros. "O país está bombando e a cidade de São Paulo está ficando para trás. O Brasil hoje é o país emergente que mais investe nesse setor. Investe 2% em tecnologia, e nós temos que ser a locomotiva que somos, mas uma locomotiva que esteja na frente, na tecnologia de ponta, com centro de pesquisas que qualifique a moçada", afirmou.
Em saúde, a candidata propõe implantar uma rede de policlínicas, com a intenção de agilizar exames e consultas de especialistas. Ela também pretende construir os hospitais de Brasilândia, Jaçanã-Tremembé e Parelheiros e ampliar o programa de Saúde da Família, para incentivar práticas preventivas de saúde.
"A saúde está hoje do mesmo jeito que eu deixei. O Policlínicas, que eu chamava de Ceu saúde, são as consultas médicas, os exames médicos, na mesma localidade, isto nós vamos fazer, uma em cada subprefeitura. A população de São Paulo não tem mais que ficar na fila esperando remédio como hoje está", disse a candidata.
No campo da segurança, Marta prometeu recriar a Secretaria Municipal de Segurança Urbana e, em habitação, criar o programa Rejuvenescer o Centro, de incentivo à habitação estudantil em áreas centrais da cidade.
"O desafio é grande, tem de ter regularização fundiária, urbanização de favela, mas agora com os recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) está muito mais fácil", concluiu a candidata.
Agência Brasil