São Paulo (SP)

Sábado, 6 de setembro de 2008, 15h35 Atualizada às 18h29

Marta sobre pesquisa: estamos bem consolidados

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Daniel Biasetto
Direto de São Paulo

A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, comentou os números do Datafolha. "Estamos bem consolidados, não falta nada mais para investirmos em nossa campanha. Se compararmos com outras gestões, vamos notar que temos a capacidade de criar o novo", disse durante corpo-a-corpo no bairro Jardim Ipê, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital.

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A ex-prefeita visitou moradores da periferia, falou com comerciantes, lojistas e apontou o problema da saúde como a principal deficiência da periferia. "Eu falo como mãe, avó e psicóloga. A criança tem direito à saúde e à escolaridade, existe uma demanda generalizada nestes setores. Sabemos que as mães de hoje em dia tem dupla jornada, precisam trabalhar fora e como tenho essas qualidades de mãe, avó e psicóloga, eu posso resolver esse problema, se eleita", afirmou.

O candidato a vice-prefeito, Aldo Rebelo (PCdoB), compareceu à caminhada com a candidata e ironizou a aliança Kassab-Alckmin. "Essa é a aliança do jacaré com a cobra d'água. A cobra d'água será engolida pelo jacaré mais cedo ou mais tarde e apenas um sobrará no final desta batalha", comentou.

Precatórios
Questionada pelo advogado Rafael Moreira, 28 anos, sobre o pagamento de precatórios atrasados, a candidata à prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) disse que a gestão do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) pagou três vezes menos precatórios do que a sua administração. "Na minha gestão eu paguei cerca de R$ 800 milhões em precatórios. A atual administração pagou três vezes menos, mesmo com o superávit em caixa de R$ 4 bilhões", disse.

O advogado Rafael Moreira disse que seu pai cobra os precatórios desde a gestão de Marta e até agora não recebeu absolutamente nada. "Ela disse que pagou, mas não pagou. Os profissionais da saúde e da prefeitura ainda esperam por esse pagamento há anos", disse.

Procurado pela reportagem, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) rebateu as declarações do PT. "Essa informação da candidata não é verdadeira. Pagamos bem mais que ela. Nosso cronograma de valores de pagamento está em ordem, estou muito tranqüilo em relação a este assunto. A prefeita continua confundindo receita em caixa com recurso sobrando, isso é muito diferente. Se ela quiser pagar todos os precatórios com esses recursos vai acabar quebrando, como quebrou em sua administração", disse.

Questionado sobre quanto foi pago em sua gestão, Kassab pediu para falar com seus assessores. Segundo informações da assessoria de imprensa, de 2005 até o momento, foram pagos R$ 434 milhões referente às dívidas de 2001.

Durante a caminhada na comunidade japonesa do bairro da liberdade, no centro de São Paulo, Marta foi questionada pela estudante Isadora Borges do Amaral, de 17 anos, se era favorável da legalização da maconha. "Sou contra", disse Marta. A estudante, que se diz a favor da legalização, afirmou que essa era a única dúvida que ela tinha para escolher entre Marta e Soninha para decidir o seu voto.

Marta chamou a atenção dos comerciantes da Liberdade para entender o local como centro turístico e ficou impressionada com a quantidade de cariocas que vieram cumprimentá-la durante sua caminhada no bairro. "Eles são muito simpáticos", disse.

Sobre o baixo número de mulheres que concorrem às eleições deste ano, Marta disse que o preconceito ainda é muito grande dentro dos partidos. "Eu fui uma das idealizadoras do direito das cotas, mas existe uma grande dificuldade dos partidos abrirem espaço para as mulheres. Os homens ainda têm muito mais facilidades", disse.

Marta comemorou o apoio da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a responsabilidade do governo federal em investir no Metrô da capital paulista. "A questão de investimentos no Metrô é responsabilidade tantos dos municípios, quantos dos estados, da união, temos a responsabilidade de preparar a cidade para a Copa de 2014 e São Paulo está muito aquém do necessário para atender essa necessidade. Capitais como a Cidade do México, Shangai e Pequim são muito menores e possuem muito mais malha metroviária", reiterou.

Marta garantiu que se eleita irá investir R$ 2 bilhões em quatro anos de governo para as obras do Metrô.


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