Campo Grande (MS)

Quinta, 4 de setembro de 2008, 12h38

Candidatos debatem educação em Campo Grande

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Candidatos debateram políticas educacionais em Campo Grande.
Candidatos debateram políticas educacionais em Campo Grande.
Álvaro Marzochi/Especial para Terra

Álvaro Marzochi
Direto de Campo Grande

O Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) realizou, na noite de ontem, o segundo debate entre os candidatos à prefeitura de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Nelson Trad Filho (PMDB), Pedro Teruel (PT), Henrique Martine (Psol) e Suél Ferrranti (PSTU) expuseram suas propostas na área da educação por quase duas horas.

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A única mulher que disputa a prefeitura da Capital, Iara Costa (PMN), chegou a ir até o local do debate, mas não ficou. O motivo foi a presença de Trad, que não havia mandado representantes no dia 22 de agosto, quando as regras foram definidas. "Ela perdeu a oportunidade de apresentar suas propostas à comunidade", lamentou o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves.

Os candidatos aproveitaram a platéia composta em sua maioria por professores para exporem suas propostas na área da educação. Teruel e Trad, que lideram as pesquisas de intenção de voto, afinaram o discurso em torno da escola em tempo integral.

O petista elogiou o programa de educação continuada implantado pelo atual prefeito Trad, além de propor a criação de uma universidade pública em Campo Grande. "Eu sou produto de escola pública, gratuita e de boa qualidade", salientou Teruel.

Trad utilizou o espaço para ressaltar os investimentos realizados na educação durante os seus quatro anos à frente da administração municipal, ressaltando que nunca atrasou os salários dos professores. "A educação para nós é um orgulho. Deixo o legado da melhor educação pública do Brasil", afirmou.

A saúde do professor foi um dos pontos principais das propostas de Henrique Martini. "Vamos focar na saúde do trabalhador. Isso melhora para a secretaria, que vai ter menos profissionais afastados", explicou. O candidato também defendeu a destinação de 30% da arrecadação municipal para a educação.

Já Suél Ferranti não poupou críticas à forma como atualmente é gerido o ensino no município. Para o candidato houve crescimento das escolas, mas não melhoria na qualidade. "Ao invés de investir no professor, investem na guarda municipal, sendo que a segurança é dever do Estado. Isso é o enterro vivo do profissional humano",enfatizou.

Todos os candidatos entregaram seus planos de governo para o presidente da ACP e receberam um documento com 29 propostas dos professores.


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