João Pessoa (PB)

Sexta, 29 de agosto de 2008, 06h58 Atualizada às 06h58

PB: Justiça tira do ar duas propagandas de candidato

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Suetoni Souto Maior
Direto de João Pessoa

O juiz da primeira zona eleitoral de João Pessoa, Wolfran da Cunha Ramos, determinou a retirada do ar de duas inserções da propaganda do candidato a prefeito da capital João Gonçalves (PSDB). O magistrado, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral de mídia, entendeu que houve uso de computação gráfica na edição do material, cuja veiculação está proibida desde as 19h de ontem.

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A ação foi movida pela coligação A força do Trabalho, do prefeito e candidato à reeleição Ricardo Coutinho (PSB). A assessoria do gestor informou, através de nota, que, com a decisão, "ficou comprovada a montagem e trucagens nas edições dos vídeos e até a criação de um jornal fictício. Além da divulgação de dados mentirosos que afirmam, por exemplo, que a passagem de ônibus da cidade de João Pessoa é mais cara que em Recife e Fortaleza".

Ramos, no entanto, explicou que não analisou o conteúdo das duas propagandas, mas o fato de elas utilizarem computação gráfica na edição, o que é proibido pela legislação eleitoral. De acordo com o magistrado, após a análise dos autos, ele considerou procedente, em parte, a denúncia da coligação e determinou a imediata retirada da propaganda do ar. Caso os recursos gráficos sejam retirados, a propaganda pode voltar a ser veiculada.

O assessor jurídico da coligação "Por toda João Pessoa", Marcos Pires, disse que a retirada da propaganda do ar não traz nenhum prejuízo para a coligação, pelo fato de ela não estar sendo veiculada há dois dias. "Foi uma decisão da equipe de marketing da campanha. É preciso deixar claro que não há mentira no que foi divulgado até agora", disse.

O coordenador da campanha de João Gonçalves, Odon Bezerra, garantiu que não houve trucagem, nem edição das informações. "O jornal que eles chamam de fictício é da prefeitura e temos os exemplares para anexar aos autos. Neles há denúncias sobre a distribuição de medicamentos pela prefeitura. Quem quiser conferir o que estamos dizendo, pode nos procurar. Temos provas de tudo", disse.

O juiz da propaganda eleitoral já concedeu direito de resposta em duas oportunidades no guia de João Gonçalves, por ter visto irregularidades nas denúncias. Em cada oportunidade, foi cedido um minuto.


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